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CET estuda ampliar rodízio em São Paulo

quarta-feira, 29 de maio de 2013

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(O trânsito de São Paulo em um dia comum)

Desde 1997 é aplicado um rodízio de automóveis na cidade de São Paulo com o intuito de reduzir seu caótico congestionamento. A cada dia da semana, alguns veículos são proibidos de circular nos horários de pico de acordo com o final de suas placas. Os resultados chegaram a ser satisfatórios no começo, mas logo o caos voltou a reinar. Porém, suspender o rodízio é absolutamente inviável na cidade.

O tal rodízio atinge o centro expandido da cidade, ou seja, 150 km² do centro da cidade. Um estudo recente da CET pretende, no entanto, expandir a medida para avenidas movimentadas fora dessa área.

A CET afirma que mais 240 km de avenidas seriam somadas à restrição e, com isso, o trânsito ficaria até 15% mais veloz, além de uma queda de 20% em relação ao índice médio de congestionamentos. Estariam incluídas as avenidas como a Aricanduva (Zona Leste), Eliseu de Almeida (Oeste), Inajar de Souza (Norte) e Washington Luís (Sul), dentre outras bem movimentadas, nessa nova medida.

Porém o prefeito Fernando Haddad (PT) tomou uma decisão consciente (por hora, sabemos como a política muda rapidamente). Ele afirmou que só serão incluídas mais avenidas no sistema de rodízio à medida que o transporte público oferecido for melhor, mais amplo e minimamente suficiente.

Sabemos que o transporte público depende tanto da Prefeitura como do Governo do Estado, mas acontece que não estamos vendo melhorias no transporte oferecido à população, apenas o aumento da tarifa do ônibus… A ideia de Haddad é precisa, mas é preciso fazer algo nessa direção para que a conversa saia do papel.

IPI reduzido pode ser prorrogado indefinidamente

segunda-feira, 8 de abril de 2013

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Durante a páscoa, a presidente Dilma e o ministro Guido Mantega anunciaram que o aumento gradativo do IPI sobre automóveis seria congelado. Porém, preocupado não apenas em sustentar o crescimento do comércio como também controlar reflexos na inflação, há boatos de que o IPI atual pode ser adiado indefinidamente.

Essas especulações já mexeram com as previsões do setor para 2013. Antes se acreditava que o mercado automobilístico cresceria 3,5% em relação ao ano passado. Por conta dessa possibilidade, esse número já subiu para 4% a 5%.

O que alguns economistas afirmam é que manter o IPI no patamar atual geraria uma nova “corrida do ouro” na indústria automotiva. Mas apontam para um senão. O mercado de autopeças passa a ser o elo fraco da corrente. Ainda pouco competitivo e carente de tecnologia eficiente, esse setor corre o risco de ser deficitário em poucos anos.

Os economistas atentam que, caso torne-se real tal especulação, o consumidor deve esperar uma queda de preço nos carros novos (ignorando o fator “mercado”). Para ser preciso, o aumento no preço dos carros deve ser inferior à taxa de inflação. Consequentemente, o preço dos usados desce junto.

Caso se concretize a manobra de manter o IPI na atual faixa eternamente, uma pequena e significativa mudança pode ser vislumbrada. No Brasil temos os carros mais taxados e caros do mundo, numa longa sequência de impostos sobre impostos. De repente, isso poderia começar a mudar.

O funcionamento do DPVAT, o seguro obrigatório

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

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Muita gente não sabe, mas o DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores), conhecido como “Seguro Obrigatório”, oferece suporte para qualquer vítima do trânsito: motoristas, passageiros, pedestres ou seus beneficiários. O número de pessoas que conhecem seus direitos aumentou nos últimos anos, mas muitos não sabem como funciona isso.

O DPVAT foi criado com o intuito de amparar vítimas do trânsito e cobre os casos de morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500), internações e despesas médicas (R$ 2.700). Pago anualmente, o período de vigência do seguro é do primeiro ao último dia do ano.

Se for preciso acioná-lo, o procedimento é muito simples e não requer intermediário. Os pedidos devem ser feitos junto a qualquer seguradora (Itaú, Porto Seguro, Azul, Mapfre, Sul América e etc.).

O requerente escolhe a seguradora e apresenta a documentação exigida: cópias do registro da ocorrência, carteira de identidade, CPF, comprovante de residência, relatório do dentista (em casos de óbito ou alguma situação que exija), comprovantes das despesas, recibo com relatório médico descrito original, boletim do primeiro atendimento médico-hospitalar e, se for o responsável pelo acidente, o comprovante do DPVAT em dia. O pagamento é feito em cheque nominal em até 15 dias a partir da entrega da documentação.

Não pagar o DPVAT faz com que seu veículo não seja licenciado.

Nunca queremos que qualquer acidente ocorra, mas se vier a acontecer, é bom conhecer seus direitos.

Nova Lei Seca entra em vigor já em 2012

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

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Na quinta-feira, dia 20, a Presidente Dilma Rousseff sancionou, sem vetos, as novas condições da Lei. Publicados no diário oficial na sexta-feira (dia21), os novos termos já estão em vigor.

Mais rígido que antes, o novo texto aumenta a multa dos atuais R$ 957,65 para R$ 1.915,30. Caso o motorista reincida na infração dentro do prazo de um ano, o valor duplica, chegando a R$ 3.830,60.

A grande diferença, porém, fica no uso do bafômetro. Antes a única forma aceita para comprovar estado de embriaguez, os suspeitos sempre se recusavam a fazer o uso do aparelho, apoiando-se na máxima de que ninguém é obrigado a gerar provas contra si mesmo.

Agora vale depoimento dos policiais, testes clínicos, testemunhos de terceiros, fotos e vídeos como provas para a embriaguez do condutor. Para eventual enquadramento criminal, segue valendo a quantidade-limite de seis decigramas de álcool por litro (dg/l) de sangue.

Em suma, fica mais fácil enquadrar alguém na Lei Seca e a multa é muito mais cara. O problema ainda é a visão positiva ou isenta de culpa que o a sociedade carrega sobre o consumo de álcool e a falta de responsabilidade, sobretudo coletiva, própria do brasileiro. Isso sim tem que ser mudado.

Transporte seu animal de estimação com segurança

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

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Os animais de estimação são nossos grandes companheiros; alguns mais calmos, outros mais peraltas. Levar o cachorro para passear no parque domingo ou o seu animal no seu pet shop requer o uso do carro, e muitas pessoas tem dúvidas de o que é permitido e o que não é. Vamos esclarecer as dúvidas.

De acordo com o Código de Trânsito, “é vetado o transporte de animais entre as pernas e braços ou do lado esquerdo do motorista (vale ressaltar que isso também vale para pessoas e volume material). Portanto, nada de levar seu animal no colo enquanto estiver dirigindo! É proibido também conduzir animais nas partes externas do veículo (na caçamba ou fora da janela), salvo nos casos autorizados.

Cuidado com o animal se ele estiver solto, ele pode distrair o motorista e corre riscos de se machucar com uma freada brusca ou algum acidente que possa ocorrer. Para resolver esta questão, há diversos acessórios à venda como cintos, grades, travas, caixas de transporte, dentre outros.

Trate o seu animal com carinho e dirija com segurança. Assim, todos ficam bem. Até a próxima.