Arquivo de março de 2013

Novidades no Fox e a volta da versão Rock In Rio

quinta-feira, 28 de março de 2013

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O seguimento dos compactos é o que mais trouxe novidade para o público brasileiro nos últimos meses. Nada chocante, afinal é, de longe, o segmento que mais vende no país. E teve Chevrolet Onix, Toyota Etios, Hyundai HB20, Chery Celer, New Fiesta nacional e etc. A líder Volkswagen não deixou barato. Apresentou mudanças no Fox (e algumas no líder Gol).

Visualmente o Fox mudou pouco, mas recebeu alguns bons equipamentos e “mimos” estéticos. A primeira mudança, que serve para toda linha VW, é a adoção do nome global “Highline” para todos os carros top de linha. O Fox era “Prime”. Gol e Voyage também receberão a nova nomenclatura, dando fim a linha “Power”.

Essa versão, equipada com motor 1.6 conta agora com ar-condicionado de série (antes apenas opcional). Detalhes no painel e o comando rotativo para ligar os faróis o deixam mais semelhante ao Jetta.

A VW também oferece, como opcional, o mesmo rádio que equipa o Jetta Confortline, com CD/MP3 Player, entradas USB, SD-Card e auxiliar, Bluetooth integrado e interface para smartphone. Também é possível equipar o carro com o sistema PDC (Parking Distance Control), o alerta de aproximação de objetos que auxilia a estacionar.

A versão Rock In Rio está de volta também, já que o festival retorna ao Brasil esse ano. Essa edição é, na verdade, uma Highline com rodas exclusivas e adesivos na carroceria. Há também uma cor exclusiva para a linha: um belo azul escuro metálico, além das tradicionais preta, branca, vermelha e prata.

Propaganda lamentável da Ford na Índia gera indignação

quinta-feira, 28 de março de 2013

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A Índia vive atualmente um delicadíssimo quadro de machismo e violência sexual. Recentemente, uma notícia ganhou o mundo através da internet, quando uma estudante foi vítima fatal de estupro coletivo e agressões de todas as naturezas.

O fato gerou indignação e protestos por toda parte e obrigou o país a rever suas leis e o tratamento dado às mulheres. Leis mais rígidas para punir crimes sexuais foram aprovadas.

Com esse cenário todo, no site da Ford foi veiculado um vídeo de extremo mau gosto criado pela JWP India, divisão indiana da WPP. O vídeo era pra divulgar o Ford Figo e o garoto-propaganda era ninguém menos que Silvio Berlusconi, um dos mais machistas líderes de Estado do mundo.

Como se não bastasse o ex-primeiro ministro italiano responder um processo por pagar por sexo com uma menor de idade, no vídeo ele aparecia dirigindo um Ford Figo fazendo o “V da vitória” com o dedo. A câmera cortava para o porta-malas do carro, onde estavam três mulheres com pouca roupa amarradas e de boca coberta.

A proposta era, teoricamente, mostrar que o Ford Figo tem um porta-malas grande. Pareceu mais uma insensibilidade com a situação das mulheres do país e um incentivo à cultura do estupro e da opressão que elas sofrem.

O vídeo foi retirado do ar, mas é possível encontrar o cartaz na internet (esse que você vê no post). Segundo a Ford, ele não passou pelo processo normal de revisão e supervisão. A montadora lançou um comunicado: “Nós lamentamos profundamente este incidente e concordamos com nossos parceiros da agência que isso nunca deveria ter acontecido”.

Lamentável é adjetivo mínimo.

New Fiesta será produzido no Brasil

quarta-feira, 27 de março de 2013

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A Ford confirmou que o New Fiesta será construído por aqui e mira na faixa dos R$40 mil, para bater de frente com HB20, 208 e Onix. Mas a notícia por trás dessa escolha é outra. A montadora decidiu incluir o Brasil em sua lista de produtores de carros globais.

Até agora, o New Fiesta foi importado do México (maior produtor de carros globais da América Latina). Mas em abril ele será nacionalizado. Este é o segundo carro que a Ford produz no Brasil para exportar para outros mercados (o primeiro é o EcoSport novo).

Segundo a montadora, o New Fiesta brasileiro tem 75% de componentes nacionais, para atender às regras do novo regime automotivo, o Inovar Auto. No entanto, a versão top de linha contará com câmbio automatizado de dupla embreagem, importado do México (exatamente o mesmo câmbio da EcoSport, também importado).

As versões oferecidas têm motor 1.5 ou 1.6 (estranha opção da Ford). A versão mais cara, além da embreagem dupla e do câmbio automatizado, contará com freios ABS, sete airbags e sistema de interatividade Sync.

Com a chegada do New Fiesta por aqui, acredita-se que a Ford trará outros modelos que utilizam a mesma plataforma (a EcoSport e o New Fiesta já a utilizam). Dessa forma, a Ford “espalharia pelo mundo” categorias diferentes e produziria em vários países carros globais. Outro indício disso é que o New Fiesta em versão sedã não foi confirmado na versão nacionalizada (mas também deixará de ser importado oficialmente).

Vamos ver o que mais 2013 reserva.

Carro dobrável para uso coletivo é uma alternativa para o congestionamento

terça-feira, 26 de março de 2013

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Carro dobrável: essa é a proposta de um projeto inovador (e genial) do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Segundo o projeto, em conjunto com uma montadora espanhola, essa seria uma ótima alternativa para o trânsito.

A mobilidade e superlotação urbana preocupam o mundo todo, por isso o projeto do MIT aparece em boa hora. O carrinho elétrico pode ser dobrado ao ser estacionado (já pequeno por natureza) e ocupa 1/3 do espaço de um carro convencional. Além do mais, segundo o projeto, ele não estaria à venda.

Com uma arriscada jogada de marketing, a ideia é que o motorista só pague pelo uso, retirando o carro em algum lugar e deixando no seu destino para outro usar. Uma mistura de transporte público e particular.

Os países superdesenvolvidos (Suécia e Noruega, por exemplo) já têm cooperativas de carro, em que você se inscreve e só utiliza o carro quando precisar para algum fim. Dessa forma, o cidadão não tem a necessidade de possuir um veículo nem para pequenas distâncias (o transporte público resolve) e nem para longas viagens (a cooperativa de carro resolve).

Um dos professores responsáveis pelo projeto (que envolveu a área de engenharia, sociologia, economia e urbanismo) diz que a ideia é fazer “uma espécie de taxi, mas dirigida pelo passageiro”. Ele ainda é enfático em dizer “as pessoas precisam perceber que ter um carro é uma loucura: ele custa milhares de dólares, fica mais tempo parado que andando e traz consigo gastos com combustível, estacionamento, impostos…”. Inegável, faz sentido.

10 anos de motor flex no Brasil

segunda-feira, 25 de março de 2013

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Em 2003 chegava o primeiro carro flex do Brasil, um Volkswagen Gol 1.6. Na época, motores 1.0 eram 70% das vendas da VW, por isso a aposta cautelosa no 1.6. Hoje, dez anos depois, a tecnologia deu muito certo e está presente em 92% de todos os carros novos do país.

Mas como será amanhã?

Hoje o apelo do motor flex diminuiu um pouco por causa do alto preço do etanol. O preço subiu, por sua vez, por causa dos carros flex. Só o apelo ambiental atrai poucos consumidores.

Por sua vez, o governo bate cabeça pra conseguir boas estratégias para preço e carga fiscal e as fábricas caminham devagar em novas tecnologias desse tipo de motor. A injeção direta a frio, sem o tanque de partida, só foi aparecer em linha em 2012 e só em alguns modelos.

Por outro lado, a Europa anda se interessando muito por esses motores e promete avanços significativos para 2015. As metas de cortar o consumo médio das frotas obrigarão as montadoras a progressos interessantes nos motores (a injeção direta foi um deles).

A promessa é que até 2015 a injeção direta e os novos motores economizarão até 10% de combustível vegetal em relação à hoje. Isso significa que o álcool será mais viável mesmo custando 75% ou até 80% do preço da gasolina. Atualmente, o preço do etanol é 70% em média ao preço da gasolina.

Curiosidades:

- A ideia de usar qualquer tipo de combustível fóssil ou vegetal ou da mistura entre eles remete a 1910, quando a Ford projetou o Ford T para receber essa mistura. Não deu certo.

- Com a crise do etanol em 1989/1990, a Bosch apresentou o Omega 2.0 com a tecnologia flex. No entanto, o sistema para reconhecer o combustível e fazer a troca era muito lento, caro e ineficaz.

- Em 1991, algumas frotas de veículos movidos a etanol nos EUA receberam motor capaz de rodar com metanol também. Não achei informações se era possível mistura-los. O problema é que o custo do metal era totalmente inviável e a proposta resultou inútil.

- Em 1996 surge nos EUA o primeiro carro com o sistema flex de série pronto para receber etanol e gasolina: o Ford Taurus, que sofreu no mesmo mal do Chevrolet Omega 2.0 no Brasil. Custo, lentidão e ineficiência.

Nunca mais se tentou apostar ou melhorar essa tecnologia, até 2003…