Arquivo de agosto de 2013

Você conhece todos os tipos de ar-condicionado veicular existentes?

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

dirigindosex

Se antigamente o ar-condicionado veicular era artigo de luxo, hoje ele virou quase item obrigatório. Consumindo menos combustível e potência que outrora (mas ainda “bebendo” mais), é possível e comum carro com motores 1.0 possuírem esse sistema.

Mas a evolução dos ares-condicionados trouxe mudanças, claro. O antes “on/off” hoje dá lugar a vários tipos de controle de temperatura, automatizações e etc. Mas você sabe como funciona cada um deles? Vamos explicar.

Antes, podemos classificá-los em duas frentes: por funcionamento e por número de zonas. A primeira diz se o sistema é automático ou manual e a segunda diz quantas saídas independentes o sistema possui.

Primeiramente, o carro pode ter um ar manual, digital ou digital-automático. O que chamamos de manual nada mais é que o sistema analógico, em que a temperatura não é definida com precisão, apenas por aproximação. Normalmente, funciona girando um botão numa escala de mais frio (azul) para mais quente (vermelho).

O digital tem a vantagem de escolher exatamente a temperatura desejada e, em geral, vai de 17° a perto dos 28° (dependendo do modelo). Porém, ao contrário do que se pensa, esse sistema não consegue manter a temperatura constante na cabine porque o fluxo de ar não é variável.

O digital-automático tem essa vantagem. Ele funciona igual ao digital normal, mas através de sensores, mantém a temperatura escolhida dentro do carro com variações do fluxo de ar.

Definido o funcionamento, vamos às zonas. A maioria dos veículos conta com ar-condicionado “normal”, ou seja, de uma zona. Isso quer dizer que existe uma temperatura e fluxo de ar escolhidos para o interior do veículo.

Duas zonas são aqueles que motoristas e caronas têm temperaturas independentes. Quando, nesses casos, houver saída extra para o banco traseiro, esta não pode ser regulada.

Aí entra em cena o ar de três zonas. Tem um ajuste de temperatura extra e independente para o banco traseiro. E o de quatro zonas? São aqueles que equipam os carros mais luxuosos e tem temperaturas e saídas independentes para motorista, carona, passageiro atrás do motorista e passageiro atrás do carona.

Não me recordo de nenhum caso com múltiplas zonas que o sistema seja analógico.

Não se esqueça de manter as tubulações do ar sempre limpas, fazer as manutenções necessárias e bom proveito.

Problemas ao rebaixar o carro

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

dirigindohoje

A mania de customizar carros de rua teve seu auge na década anterior, com o sucesso da franquia Velozes e Furiosos no Brasil. Na ocasião, alterações extremas deixavam muitos veículos tão personalizados que era difícil dizer que era o modelo no veículo. Tal mania recebeu o nome do tunning.

Sem os exageros do passado, muitos proprietários ainda são fãs das personalizações. Dentre todas as modificações, rebaixar o carro é a “chave-mestra”, presente em todos os projetos.

Mas rebaixar o carro pode trazer problemas? Sim, se não feito de forma correta. Antes de começar você precisa saber três coisas: 1. Carro rebaixado é mais desconfortável porque transfere mais da irregularidade do chão para os passageiros; 2. É preciso legalizar e documentar a modificação, portanto prepare-se para burocracia e 3. A maioria dos seguros não cobre carros rebaixados, por frescura, mas não cobre.

Existem duas formas de modificar a altura das molas: fixa ou variável. Apenas a primeira pode ser regulamentada.

As variáveis são aquelas suspensões reguláveis por algum tipo de sistema. Os métodos existentes são suspensão a ar e suspensão de rosca. Elas só podem ser usadas regularmente se forem originais de fábrica.

As fixas são as mudanças permanentes e podem ser feitas de quatro formas: cortando as molas e diminuindo o número de elos, aquecendo e encolhendo as molas, prendendo com presilhas metálicas ou trocando o conjunto por outro esportivo. Recomendado mesmo, apenas o último.

O motivo é simples: os fabricantes utilizam softwares para o dimensionamento das molas, pois o cálculo envolve um grande número de variáveis como quantidade de elos, diâmetro, comprimento, carga, grau de inclinação dos elos, tensão máxima de cisalhamento do material, entre outras. Depois, os engenheiros avaliam a geometria da suspensão para identificar as solicitações a que esta mola estará sujeita e, por último, são indicados os tratamentos térmicos que serão aplicados durante o processo construtivo. Por isso, técnicos em suspensões não recomendam qualquer modificação nas molas que diminua seu tamanho, seja o corte de alguns elos, grampos ou mesmo aquecimento.

Sobre a troca do kit que tem outra vantagem. Com molas diferentes, os amortecedores também devem ser diferentes. Amortecedores são construídos para trabalharem além e aquém do curso das molas e uma mola nova requer um amortecedor que cumpra essa função, com nova carga e novo curso. Por isso, kits esportivos completos são mais recomendados.

Ao contrário do que muita gente pensa, quem modifica seu veículo em geral é muito mais cuidadoso do que aqueles que andam com o carro “original” e procuram profissionais a qualquer ruído diferente no conjunto. Eles sabem que qualquer coisa é motivo para encostar o carro e verificar as peças envolvidas na personalização.

Mas nunca se esqueça: modificou, tem que regulamentar.

Pequenos notáveis

terça-feira, 27 de agosto de 2013

di

Parece que a indústria automobilística está criando uma nova categoria de carros. São os hatches pequenos e médios, mas com visual, potência e equipamentos muito esportivos. E, aos poucos, o Brasil vai trazendo uns “modelitos” desses.

Tudo começou no Japão. Diferentemente dos EUA, a cultura automobilística japonesa não idolatra carrões gigantes com motores ainda maiores, preferindo os pequenos cheios de turbos e tecnologia. Lembram-se do Honda 2000 (famoso “carro rosa” do filme Velozes e Furiosos)? Pois é, ele ostenta um pequeno motor 2.0. Ou o já clássico Mitsubishi Eclipse que fez sucesso entre jogadores de futebol no começo da década de 90 aqui no Brasil e também tinha um motor de 2.0.

Os carros citados acima são coupés, mas já mostra que os japoneses gostam mesmo de motores e carros menores, mas bem potentes.

Transferir essa esportividade para os hatchs médios e pequenos foi questão de tempo. E o tempo chegou. E na Europa! Alguns já chegaram no Brasil.

Primeiro foi a BMW cm a Série 1, apostando num compacto e potente carro equipado com motos 3.0 bitubo de seis cilindros que entrega 320 cv de potência. Mas se 3.0 já é muito, a Subaru respondeu com o Impreza WRX STI, com motor 2.5 turbo e também seis cilindros de 310 cv.

A Audi não ficou atrás e mandou logo uma versão esportiva do A3 com câmbio automatizado e motor turbo 2.0 com 300 cv. Depois veio a VW e já garantiu o esperado Golf GTI R no Salão de Frankfurt e seu motor 2.0 turbo de câmbio automatizado e embreagem dupla gerando 220 cv de potência.

A Mercedes-Benz, sempre não sabendo brincar direito, já prometeu pra dezembro o quatro cilindros mais potente do mundo, um Classe A 45 AMG 2.0 de 360 cv!

Os franceses se mexeram e a Peugeot preparou o 208 GTI de motor menor, mas não menos arisco: 1.6 turbo de 200 cv. A Renault então respondeu com o Mégane RS 2.0 turbo de 265cv.

Todos os carros citados aqui estão a venda no Brasil ou chegam no começo de 2014. A categoria esportivo-compacta, porém, é cara. Os preços variam de R$ 150 mil (no Mégane) a R$ 253 mil (no Impreza). E aí? Encara?

O desafio dos 3 cilindros

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

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Depois do Picanto, do HB20 e do Fox, parece que as montadoras abriram os olhos para os 3 cilindros. Se antes era impossível um carro com essa configuração por conta da baixa potência, hoje esse motor mostra muito fôlego para estabelecer um novo começo da indústria, com potência e, principalmente, bom consumo.

A revolução abriu-se mesmo com a chegada do Fox três cilindros. Seu motor conseguiu fazer 22km/l na estrada e ainda é mais potente que o Fox quatro “bocas”! Por isso a VW já garantiu: a linha 2015 do Gol (incluindo Saveiro e Voyage) e o compacto Up chegarão com essa motorização. O novo Santana também deve receber um versão 1.6 de 3 cilindros.

E não só a VW, mas outras montadoras abriram os olhos. A Ford vai retornar com o Ka em 2014 com uma configuração de 3 “bocas”. Este motor já equipa o Fiesta europeu e, talvez, equipe o nosso também. A montadora garante fazer cerca de 23 km/l.

A Fiat preparou um três cilindros exclusivamente brasileiro. Enquanto esperavam que eles trouxessem TwinAir de dois cilindros que equipa o 500 e o Punto na Europa, a montadora italiana já está testando no Uno seu novo motor com os três cilindros.

A Peugeot foi além e preparou um três cilindros de 1.2 litros (todos os outros são de 1.0). O motor chegará à Europa com a opção de turbo e injeção direta, garantindo 120 cv. No Brasil, o grupo PSA ainda não confirmou que modelos receberiam a novidade.

Apenas a GM defende seu 1.0 8V de quatro cilindros que, segundo a montadora, está bem posicionado em relação potência/consumo. Mesmo assim, existem boatos de que a Opel (divisão alemã da GM) estaria trabalhando em um três cilindros que equiparia o compacto Adam: bloco de alumínio, 12 válvulas, comando de admissão variável, turbo e injeção direta para entregar 117 cv. O consumo promete ser 20% inferior ao de um motor 1.6 de quatro cilindros com potência semelhante. Será?

Novo Golf terá versão elétrica em Frankfurt, garante VW

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

23-08-2013-1

O Golf R também estará presente com seus 300 cv

Seguindo a “nova ordem mundial”, a Volkswagen prepara uma versão elétrica da nova geração do Golf para apresentar no Salão de Frankfurt.

O Salão de Frankfurt apresenta conceitos e novidades para o mercado do ano seguinte. A VW já tinha confirmado a presença do Golf R, uma versão potente e bem invocada do hacth médio da marca. Agora eles confirmam que o carro terá sua versão elétrica.

A montadora alemã não deu detalhes e nem divulgou fotos do Golf elétrico, mas garantiu que ele marcará presença junto com uma terceira novidade, ainda não revelada. Ao total, a VW irá expor 53 carros.

Apesar de todo furar causado pela nova geração do hacth, a VW garante: 2014 será o ano do compacto Up, que fará sua estreia mundial e deverá, inclusive, chegar ao Brasil.