O seguro vai pagar?

Segue abaixo as maiores dúvidas dos segurados:

O CARRO É USADO NO INTERIOR, MAS FOI ROUBADO NA CAPITAL
No interior, o índice de roubos é menor, então o seguro é mais barato. Essa diferença pode levar o segurado a cair na tentação de informar que o endereço de pernoite do carro é o do sítio do fim de semana, não a residência na cidade. Isso é fraude e a seguradora pode não pagar a indenização.

O SEGURADO MUDOU DE ENDEREÇO, MAS NÃO AVISOU A SEGURADORA
Isso pode ocorrer quando o motorista renova automaticamente sua apólice e só informa a seguradora depois que o sinistro ocorreu. Na maioria das vezes, não existe má-fé, mas mesmo assim a seguradora pode se recusar a pagar a indenização.

EMBRIAGADO, O SEGURADO BATE O CARRO
A seguradora precisa de uma prova de que o motorista estava bêbado para que possa alegar embriaguez e não pagar a indenização. O teste de bafômetro realizado pelo policial serve, mas se o motorista se negar a fazer o teste, o policial pode fazer constar a recusa no boletim de ocorrência e informar que havia aparência de embriaguez. Caso contrário, o não-pagamento da seguradora pode ser contestado judicialmente.

O CARRO PASSOU A NOITE FORA DA GARAGEM E FOI ROUBADO                                                                               A maioria das seguradoras indeniza o segurado se for possível provar que o carro dormia todos os dias na garagem e passou só uma noite fora. Porém, se ela provar que o carro dormia na rua habitualmente, pode se recusar a pagar. Algumas apólices têm uma cláusula adicional, que diz que a seguradora não é responsável se o carro estiver fora de uma garagem entre a meia-noite e 6 horas da manhã, por exemplo.

O CARRO ESTÁ COM IMPOSTOS OU PARCELAS DO SEGURO ATRASADOS
Se o veículo for roubado antes de o seguro ser quitado, o que falta pagar será descontado da indenização. O mesmo vale para os impostos atrasados e multas não pagas.

O SEGURADO VIAJOU PARA O URUGUAI E BATEU OU FOI ROUBADO                                                                       A grande maioria das apólices só vale no território nacional. Quem viaja para o exterior precisa se garantir, pois os sinistros que ocorrem depois da fronteira só estão cobertos se isso constar na apólice. Caso contrário, o segurado não tem direito à indenização.

UM MANOBRISTA BATEU O CARRO
Por lei, as empresas que atuam com manobristas em São Paulo precisam ter um seguro, que deve ser acionado em caso de roubo ou acidente (e elas são obrigadas a pagar a franquia). O problema é que há várias empresas que atuam na informalidade e não têm seguro. Nesses casos, o segurado tem de fazer um boletim de ocorrência e acionar sua seguradora, que vai então cobrar da empresa responsável pelo manobrista.

UM AMIGO OU A NAMORADA LEVOU O CARRO EMPRESTADO E HOUVE UM ACIDENTE
Se o amigo for maior de 18 anos, tiver habilitação válida, não estiver embriagado e usar o carro eventualmente, a seguradora pagará. Se algum desses quatro pré-requisitos não for cumprido, ela pode se recusar. Mas se a namorada usa seu carro uma vez por semana, isso configura uso habitual. Para ter direito à indenização, é preciso incluí-la como motorista e pagar mais por isso.

O SEGURADO RESOLVEU ASSUMIR A CULPA NO LUGAR DE OUTRO MOTORISTA QUE NÃO TEM SEGURO
Um motorista sem seguro arrebenta o carro de outro que tem. O segurado assume a culpa pelos dois acidentes, mas o outro paga a franquia. Parece um acordo bom para os dois lados, só que isso é fraude. Para evitá-la, as seguradoras podem reconstituir os acidentes e verificar se há divergências com o que o segurado informou.

Fonte: Quatro Rodas

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24 comentários para “O seguro vai pagar?”

  1. Miguel Angelo disse:

    Uma dessas eu acho bem injusta e é o fato de ter que pagar por pessoa adicional que usa o carro… não interessa quem usa o carro! O que interessa é por quanto tempo o carro fica fora da garagem, não interessa se é comigo, com o amigo, com a namorada, ou quem for… o que o objeto segurado…. o carro né. Pensem bem, isso é uma palhaçada mesmo. A seguradora do carro do meu pai, impões uma restrição na quilometragem, que eu acho que deveria substituir o adicional por usuário, e não adicionar-se a este custo.

  2. MaD disse:

    Primeiramente deveria sair uma lei colocando o valor do seguro igual para o pais inteiro, ex, se a porto cobra em media mil reais em são paulo deveria ser mil reais no pais todo (apenas mudaria o valor de empresa para empresa)

    Segundo, se mudei de endereço ou não, não interessa, eu paguei o seguro, então esta valendo aqui ou no ceara… (a leia de cima arrumaria esta)

    Beber e dirigir é crime, mais bater o carro acontece bêbado ou sóbrio, pago seguro pra isso, ou alguem aqui paga seguro apenas por que gosta de pagar ?

    Sobre amigos ou namoradas concordo com o amigo de cima, o carro esta segurado pra qualquer coisa, eu ou outra pessoa dirigindo…

    Para as não comentadas eu concordo…

    Sou de são paulo e uso Porto seguros, pago caro pra caramba e usei apenas uma vez por causa de uma porrada… foi a minha mãe que socou meu carro no pilar do prédio, eu fiz o sinistro falando que fui eu, e eles fizeram numa boa….

  3. luis disse:

    Bom…

    Discordo! Se dirigir bêbado é crime e vc bateu o carro bêbado, logo vc cometeu um crime e a seguradora não precisa pagar.

    Luis

  4. Alexandra disse:

    Tenho q pagar a franquia msm o seguro estando quitado ??

  5. Igor Lucas disse:

    Caros Colegas,

    Entendo tudo isso que vocês externaram, eu mesmo já fiz esses comentários.

    Se as seguradoras padronizassem os preços dos seguros, acredito que seriam preços absurdos.

    As seguradoras se preocupam cada vez mais em dimensionar melhor o risco que elas assumem ao segurar os nossos veículos através do CEP, quantidade de condutores, idade dos condutores, profissão e etc.

    Seria injusto um condutor de 30 anos que possui mais de 10 anos de habilitação, casado, único condutor e só usa o veiculo para locomoção ao trabalho, residente em uma cidade com pouco índice de assalto pagar o mesmo valor de um condutor de 18 anos que possui menos de 1 ano de habilitação, solteiro, divide o carro com os irmãos, curte a noite, freqüenta faculdade e reside em uma cidade como São Paulo.

    As chances do ultimo condutor ter um sinistro é muito maior que o primeiro, suponhamos que o primeiro condutor paga pelo seguro R$ 1200,00 e o segundo R$ 2.500,00, na padronização dos valores sugerida o valor do seguro seria (1.200,00 + 2.500,00)/2 = R$ 1850,00, isso iria favorecer o segundo condutor e penalizar injustamente o primeiro.

    Isso sem contar dos modelos de veículos que apresentam maior numero de sinistralidade seja em Colisões ou em Roubo e Furto.

    Espero ter ajudado e caso precisem de alguma informação complementar referente a seguro esse é meu e-mail igfseguros@hotmail.com .

    Abraços,

    Igor Lucas

  6. Igor disse:

    Caros Colegas,

    Entendo tudo isso que vocês externaram, eu mesmo já fiz esses comentários.

    Se as seguradoras padronizassem os preços dos seguros, acredito que seriam preços absurdos.

    As seguradoras se preocupam cada vez mais em dimensionar melhor o risco que elas assumem ao segurar os nossos veículos através do CEP, quantidade de condutores, idade dos condutores, profissão e etc.

    Seria injusto um condutor de 30 anos que possui mais de 10 anos de habilitação, casado, único condutor e só usa o veiculo para locomoção ao trabalho, residente em uma cidade com pouco índice de assalto pagar o mesmo valor de um condutor de 18 anos que possui menos de 1 ano de habilitação, solteiro, divide o carro com os irmãos, curte a noite, freqüenta faculdade e reside em uma cidade como São Paulo.

    As chances do ultimo condutor ter um sinistro é muito maior que o primeiro, suponhamos que o primeiro condutor paga pelo seguro R$ 1200,00 e o segundo R$ 2.500,00, na padronização dos valores sugerida o valor do seguro seria (1.200,00 + 2.500,00)/2 = R$ 1850,00, isso iria favorecer o segundo condutor e penalizar injustamente o primeiro.

    Isso sem contar dos modelos de veículos que apresentam maior numero de sinistralidade seja em Colisões ou em Roubo e Furto.

    Espero ter ajudado e caso precisem de alguma informação complementar referente a seguro esse é meu e-mail igfseguros@hotmail.com.

    Abraços,

    Igor Lucas

  7. Rafael A. Brandt disse:

    Estou tendo um probema que não esta relacionado no texto acima.
    Aki em casa compramos um veículo, que estava em meu nome, não me lembro porque motivo/razão, o seguro foi feito em nome de meu pai, certamente pelo motivo do preço ser mais baixo!
    Bom, aconteceu o seguinte, bati o carro em um momento de desatenção, em um sinal de trânsito, no momento do acidente chamei o seguro pensando que o meu seguro iria pagar todos os prejuizos, nem me lembrava que esse seguro não estava em meu nome!
    Então a seguradora negou o sinistro, alegando que não poderia pagar pois o carro estava no nome de uma pessoa e o seguro no nome de outra!
    Adianta alguma coisa eu entrar na justiça pedindo resarcimento dos estragos?

  8. Mariana disse:

    Olá Rafael,
    Isso depende do tipo de contrato que você tem com a seguradora. Caso em seu contrato esteja descrito que a seguradora apenas se responsabiliza pelo seu pai, então você não consegue ressarcimento.
    Analise o documento.
    Att,
    Mariana Machado
    Equipe Dirigindo Seguro

  9. Jac disse:

    Meu pai comprou um carro, mas como ele precisava assumir algumas parcelas o carro ainda estava em nome da minha prima, ele fez o seguro então em nome da mesma (prima), e minha mãe como principal condutora e eu dirigia uma vez o outra ( tenho 28 anos), qdo terminou de pagar o carro ele passou o mesmo para meu nome e em uma dessas voltas q dava acabei batendo o carro, o seguro negou o sinistro, pois alegam q o carro está em nome de uma pessoa e o seguro em nome de outra, eles podem não pagar ?

  10. Marcella disse:

    Jac,

    Infelizmente a seguradora pode se negar a pagar a indenização. Era preciso ter o seguro no nome do condutor e incluí-la como motorista.

    Esperamos ter ajudado.

    Abraços
    Marcella
    Equipe Dirigindo Seguro

  11. ANDREA DE DEUS disse:

    meu carro foi furtado na na garagem de recuo de uma clinica ao lado da onde trabalho porém na maioria das vezes usava o carros sexta e sabado, no meu contrato tinha caragem para carro no trabalho o que realmente tinha, mas a seguradora alega sinistro indeferido, e agora o que eu faço.

  12. guilherme disse:

    Andrea,

    infelizmente não contamos com maiores informações.
    A recomendação é de que se entre em contato com um advogado para auxiliá-la.
    Deixo também o espaço aberto para aqueles que souberem, responderem.

    Att,
    Guilherme
    Equipe Dirigindo Seguro

  13. Pedro disse:

    A seguradora pode negar o pagamento do conserto do carro ou do valor do carro (em caso de perda total) por motivo de uso de pneus em bons estados, porém diferente da especificação original? Por exemplo o Gol G3 usa em aro 15 pneus: 195/50/15, se no momento da colisão estiver usando pneus: 195/60/15, haverá algum impedimento para o ressarcimento?

  14. Jaqueline disse:

    Bom dia! É possível fazer um seguro estando o carro no nome de outra pessoa? A situação é a seguinte: comprei um carro, possuo o recibo de compra e venda mas não tenho, no momento, condições de fazer a transferência, devido aos custos. Com esse recibo em mãos, consigo fazer? Ah, o recibo está em meu nome, mas é utilizado por minha mãe, então no caso, acredito que teria que ser feito em nome dela.

  15. Laio Henrique disse:

    Bom dia,

    Na apolice do seguro, consta uma restrição de Km, o que isso implica?

    Obrigado.

  16. julio cezar disse:

    Ola uma duvida , furtaram o carro da minha namorada comigo na frente da casa aonde o veiculo pernoita, por o carro esta comigo a seguradora pode negar a pagar?

  17. Gabriel disse:

    Olá;

    Estou dirigindo o veículo que está no nome de minha vó já falecida, vale constar que o veículo não foi incluído no inventário de bens. Eu renovei o seguro do respectivo veículo parcelando o valor em 4 prestações em débito em conta e a apólice ficou da seguinte forma: no nome do segurado 1º condutor minha mãe e dirigindo com determinada frequência pessoa do sexo masculino entre 18 e 24 anos.(Eu).
    Minha dúvida surge a partir do momento que caso eu (pessoa do sexo masc. de idade até 24 anos) seja furtado ou roubado (sinistrado) a seguradora paga o veículo a quem?

  18. Gabriel disse:

    complementando o caso acima exposto, a seguradora pedirá a habilitação do 1º condutor(minha mãe)? vale ressaltar que caso ocorra algum sinistro ocorrerá comigo e não com a minha mãe, pois ela é 1º condutor para a apólice ficar mais barata, já quem dirige a maior parte do tempo sou eu.

  19. Enzo Oliveira disse:

    Ola! Minha irmã comprou um carro ,colocou em seu nome e fez o seguro em seu nome. tudo certinho. acontece que um dia seu marido pegou o carro e na volta para casa encapotou o carro ,ele (marido) estava com a carteira suspensa ,ia fazer o curso de reciclagem no proximo final de semana. ela vai perder o carro,pois o mesmo deu perda total? A seguradora pode se negar a apagar o seguro? O que ela pode fazer?
    Muito obrigado.

  20. Carlos Fernandes disse:

    Participei de um engavetamento, eu era o ultimo carro e na ocorrencia foi constado que o primeiro parou na rodovia bruscamente… o segundo na trazeira do primeiro, o terceiro na trazeira do segundo e finalmente eu. No contrato da minha seguradora o veiculo que eu bati tinha que aguardar a visita do agente para que fosse encaminhado em seguida para a oficina autorizada deles, fiz todos os procedimentos corretos e simplesmente o dono do carro em que bati nem quis esperar o agente, levou na oficina que ele quiz e fez o concerto… agora estou as voltas com mil cartas da seguradora do dono do carro em que bati me ameaçando… isso é legal levando em consideração que o dono do carro batido não fez nada que foi passado pra ele?

  21. Dani disse:

    Rafael A. Brandt

    Adianta sim ir à justiça, se você alegar e provar que usou o carro tão somente eventualmente, sem nenhuma habitualidade. Desse modo, mesmo que no contrato de adesão do seguro tenha cláusula de não vigência em caso de outro condutor que não seu pai, esta é nula de pleno direito.
    Ademais, caso contrario, se houve má-fe sua e de seu pai na hora de contratar o seguro, o pagamento da indenização deve ser proporcional ao que se pagaria caso o seguro feito com os dados integralmente verídicos, conforme decisão de Recurso Inominado Nº 71003745379 da Primeira Turma Recursal Cível da Comarca de Porto Alegre pelo TJRS.

  22. ana disse:

    Um amigo bateu o carro, soprou o bafometro e foi constatado alcool.Morreram 2 pessoas. O seguro paga o veiculo e a indenização a essas vítimas? No contrato do seguro não tem nada, nenhum clausula falando de alcool e doreção, aguardo respostas

  23. ronaldo disse:

    meu.carro.foi.roubado.,em um.show,dia 086\2014 e ate a.data de.hoje.07/07/2014 a seguradora nao pediu os.documentos.para.indenizar,é normal essa.dora.e.outra ja.fizeram.sindicancia.a.15.dias.atraso.que.eu faço me.ajudem por.favor

  24. ronaldo disse:

    meu.carro.foi.roubado.,em um.show,dia 086\2014 e ate a.data de.hoje.07/07/2014 a seguradora nao pediu os.documentos.para.indenizar,é normal essa.dora.e.outra ja.fizeram.sindicancia.a.15.dias.atras o.que.eu faço me.ajudem por.favor

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