Impostos e taxas triplicariam o valor do Nano

Muitos brasileiros manifestaram o interesse em adquirir um Nano se ele vier para o Brasil, inclusive nos comentários do blog.Mas aqui vai uma notícia que não irá animar os pretendentes ao carro indiano: impostos e custos adicionais fariam o carro indiano Nano chegar no Brasil com um preço três vezes maior.

Se na na Índia, o carrinho de três metros custará US$ 2.103,82, ou cerca de R$ 4.628,43, no nosso país ele não sairia por menos de R$ 14.500.

Para chegar a este valor foram considerados: impostos, frete para o transporte, custos com despachantes, os custos do porto e ainda a margem do revendedor.

Mesmo com este aumento, o Nano ainda seria o veículo mais em conta do mercado, tomando o lugar do Uno Mille 1.0 Flex de duas portas, o mais barato atualmente e que sai por cerca de R$ 21.754, sem qualquer opcional.

Os custos da “viagem” do Nano até o Brasil.

Para se trazer um veículo de qualquer parte do mundo (fora Mercosul) para o Brasil, o revendedor paga quatro taxas ao Estado: Imposto de Importação (II); Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM).

Para os veículos abaixo de 1.000cc, os conhecidos carros mil, as alíquotas dos tributos são: II, 35%; IPI, 7%; ICMS, 12%, que correspondem a um percentual de 61,78% sobre o valor do Preço Base da Índia.

O AFRMM equivale a 25% do valor do frete marítimo que, por sua vez equivale a 3,5% do preço na Índia. O resultado é um adicional de R$ 4.158,37.

Para receber o carro num porto brasileiro é preciso desembaraçá-lo, ou seja, passar por toda a burocracia da Receita Federal para importação, pagar despachante, taxas, armazém para desembaraço do veículo, movimentação no porto e outros custos de operação. Isto representa mais R$ 571,97.

Até aí, o carro custaria R$ 9.358,77.

Mas falta um custo importante, a margem do importador. Dentro dela, não está apenas seu lucro, mas o custo para manter as concessionárias, a rede de distribuição, outros impostos e seus funcionários. Hoje, ela é, em média, de 35,46%. O que dá R$ 5.141,23.

No fim, somando todos estes custos, o carro sairia por R$ 14.500. Ainda valeria a pena?

Fonte: O Globo

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Um comentário para “Impostos e taxas triplicariam o valor do Nano”

  1. É isso se chama Brasil, pagamos de imposto muito mais do que qualquer outra dívida, damos mais do que ganhamos ao governo e o que eles nos dão em troca…saúde, seguraça, educação???
    Infelizmente é assim que funciona os preços aqui são um absurdo, taxas e mais taxas, fica impraticável, os que menos podem são os mais lesados.
    Lisette Feijó.

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