Cinto de segurança é fundamental também para o banco de trás

10-12-2012-1

Mesmo sendo obrigatório o seu uso, a falta de fiscalização fez com que o brasileiro deixasse de usar cinto de segurança no banco de trás dos veículos. Isso revela traços importantes e tristes da nossa cultura no trânsito.

Primeiro, vamos a um dado: segundo o IBGE, 62,7% dos passageiros que transitam no banco de trás de carros ou vans não usam cinto de segurança.

Outro dado: no caso de uma colisão frontal, o corpo de uma pessoa pode atingir uma força de até 50 vezes maior que seu peso. No caso de trafegar sem cinto, um passageiro no banco de trás pode se matar e matar o motorista ou o carona apenas com a colisão.

Para se ter uma ideia desse valor, com uma pancada a 75 km/h, um homem com 75 kg causaria um impacto equivalente ao peso de um rinoceronte no banco da frente: cerca de 4 toneladas.

Ainda assim o uso não “vingou”. E aí que entra um problema sério de nossa cultura no trânsito (e na sociedade em geral).

Dificilmente os motoristas tem consciência da gravidade que pequenas atitudes geram no trânsito, vivendo uma falsa sensação de segurança que não condiz com a realidade. Quando interrogados sobre a questão, muitos insistem em dizer que “só um não fará diferença”.

Então vemos nas entrelinhas o problema: ao contrário do que ocorre em países em que o trânsito é considerado seguro (Suécia e Noruega, por exemplo), nós não vemos a solução como uma somatória de simples e pequenos detalhes. Parece que aguardamos alguma “força maior” agir, como o Estado (que, sem dúvida alguma, pouco faz, restringindo-se a punir e fiscalizar, mas não a educar).

O acidente não é uma força da natureza que não se pode controlar. É resultado do nosso comportamento, da imprudência, da embriaguez ao volante e do excesso de velocidade.

Pense nisso sempre que pegar o carro e nunca deixa de tomar providências simples como exigir que todos os presentes do veículo usem cinto de segurança.

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