A que se deve o sucesso da Hyundai no ocidente?

18-02-2013-1

Recentemente, em palestra no congresso de Orlando, o presidente da Hyundai dos EUA, John Krafcik, emudeceu o auditório esbanjando sinceridade e segurança. A questão toda era como a montadora coreana conseguiu crescer 5% em meio a uma das maiores crises econômicas do país.

A resposta veio curta e direta: “É tudo uma questão de design”. A afirmação de Krafcik é uma crítica às montadoras estadunidenses que, por muito tempo, ofereceram soluções para seus produtos sem ter de afetar muito o modelo de negócio, o que resultou em um portfólio defasado. Com a crise, o quadro mudou e, enquanto Ford, General Motors e Chrysler corriam para renovar seus produtos, a sul-coreana cativou o conservador mercado norte-americano, que antes só comprava veículos “made in USA” com soluções eficazes e desenhos lindos.

“Temos o que o consumidor quer. As montadoras deixaram o design de lado, nós demos prioridade a ele”, ainda cutucou o executivo. Os americanos mais conservadores torceram o nariz. Muitos não aceitam ainda a ideia de que a Toyota revolucionou a produção automotiva. Esses mesmo não aceitam que a Hyundai pode redirecionar o setor.

Outro fator importante para o sucesso da Hyundai que desagradou a cultura americana e europeia foi o preço baixo. A França, inclusive, acusou a Hyundai e a Kia (outra sul-coreana que não para de crescer) de praticar dumping – concorrência desleal por preços muito abaixo do normal do mercado (sim, baixar preços rapidamente é uma espécie de contravenção).

Apesar dos protestos, o “efeito Hyundai” deve mesmo ser um caminho sem volta. A segurança e beleza dos carros sul-coreanos (incluindo Kia), aliados a preços mais justos, deve mesmo remodelar a indústria automotiva mundial. É de bom tom que esse efeito atinja o Brasil também.

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Um comentário para “A que se deve o sucesso da Hyundai no ocidente?”

  1. [...] Falamos aqui no blog sobre uma verdadeira revolução chamada nos EUA de “efeito Hyundai” que prioriza o design (em seu sentido mais amplo, ou seja, a forma em prol da solução de problemas) dos veículos. Esse efeito fez com que as montadoras do ocidente, seja Europa ou EUA, buscassem “ajuda” no oriente. [...]

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