Como um carro 2.0 pode “beber” menos que um carro 1.6 na estrada?

22-02-2013-11

Muita gente já se perguntou isso. Por que o carro do meu amigo consome menos que o meu, mesmo tendo um motor maior? A resposta é simples: porque não é apenas o tamanho do motor que interfere no consumo.

O peso do carro é um fator determinante, por exemplo. Em uma viagem longa, se seu carro estava mais pesado que o dele, provavelmente precisou exigir mais do motor para atingir os mesmo 100 km/h, por exemplo. Ainda mais considerando que o seu carro era menos potente, é natural que tenha bebido mais.

Ar-condicionado também consome combustível. Além do peso, você trafegou com o ar “no talo” todo o trajeto? Então terá que pagar por isso.

Se os vidros estavam todos escancarados, o vento vai gerar uma resistência também. Isso fará o motor trabalhar mais para manter a velocidade. Mais consumo.

Porém existe um dispositivo em quase todos os carros acima de R$ 55 mil que quase ninguém usa e pode ajudar (e muito) para um baixo consumo. É o tal do Cruise Control, ou o velho e bom piloto automático.

Ao contrário de mitos que se ouve por aí, esse dispositivo também equipa carros de câmbio manual.

É simples: você seleciona a velocidade que pretende trafegar (por exemplo, o limite da rodovia) e pronto. Usa o pé direito apenas para frear e no clicar de um botão retoma a velocidade programada, rodando sempre dentro da velocidade permitida, sem nem sequer medo de multas.

Mas por que isso auxilia o carro a beber menos? Como a velocidade é constante, o motor nunca “gira em vão”, ou seja, nunca alonga a marcha mais do que deveria. Além disso, o carro com esse equipamento é programado para sempre atingir a velocidade desejada da forma mais suave e econômica possível. O resultado é um consumo baixo.

Verifique no manual de seu carro se ele possui esse mecanismo. Vale a pena aprender a usá-lo, principalmente para viagens longas.

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