Peças recondicionadas: usar ou não?

12-11-2013-1

Esse deve ser o mais delicado dos assuntos no tocante a reposição de autopeças: usar ou não peças recondicionadas?

Primeiro, o que são elas?

São peças de outros carros que foram batidos, comprados pelo seguro, dados como ferro-velho e etc e passam a ser vendidas suas peças separadamente para abastecer outros carros. Por exemplo, seu carro sofreu forte batida na porta e é melhor trocá-la do que tentar desamassar e repintar.

Uma opção é usar uma peça recondicionada, afinal uma nova é muito mais cara. Se a peça a ser colocada em seu veículo apresenta boa qualidade, não há problemas nisso. Reutilizar pedaços de outros automóveis é, além de tudo, uma atitude sustentável que visa diminuir o consumo e saber reciclar objetos.

Qual a polêmica, então?

A maioria dessas peças usadas para substituição tem origem ilegal. Esse mercado não é incentivado pelas montadoras (lógicamente, afinal elas visam o lucro) e nem mesmo pelo governo (logicamente 2, afinal eles visam aquecer a economia pública a partir de iniciativas privadas).

Por isso que a maioria das peças recondicionadas tem origem em desmanches. Um carro roubado vai pra um desmanche onde é, literalmente, cortado e suas peças são vendidas para serem reutilizadas em outro veículo.

A grande dificuldade está em saber a origem da peça substituta, já que não há nenhum interesse do governo em incentivar o consumidor a gastar menos e, portanto, não há praticamente nenhuma fiscalização confiável para que o consumidor saiba a procedência do que está comprando. A ideia é que você compre sempre uma nova, mesmo sendo ridiculamente mais cara.

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