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Problemas ao rebaixar o carro

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

dirigindohoje

A mania de customizar carros de rua teve seu auge na década anterior, com o sucesso da franquia Velozes e Furiosos no Brasil. Na ocasião, alterações extremas deixavam muitos veículos tão personalizados que era difícil dizer que era o modelo no veículo. Tal mania recebeu o nome do tunning.

Sem os exageros do passado, muitos proprietários ainda são fãs das personalizações. Dentre todas as modificações, rebaixar o carro é a “chave-mestra”, presente em todos os projetos.

Mas rebaixar o carro pode trazer problemas? Sim, se não feito de forma correta. Antes de começar você precisa saber três coisas: 1. Carro rebaixado é mais desconfortável porque transfere mais da irregularidade do chão para os passageiros; 2. É preciso legalizar e documentar a modificação, portanto prepare-se para burocracia e 3. A maioria dos seguros não cobre carros rebaixados, por frescura, mas não cobre.

Existem duas formas de modificar a altura das molas: fixa ou variável. Apenas a primeira pode ser regulamentada.

As variáveis são aquelas suspensões reguláveis por algum tipo de sistema. Os métodos existentes são suspensão a ar e suspensão de rosca. Elas só podem ser usadas regularmente se forem originais de fábrica.

As fixas são as mudanças permanentes e podem ser feitas de quatro formas: cortando as molas e diminuindo o número de elos, aquecendo e encolhendo as molas, prendendo com presilhas metálicas ou trocando o conjunto por outro esportivo. Recomendado mesmo, apenas o último.

O motivo é simples: os fabricantes utilizam softwares para o dimensionamento das molas, pois o cálculo envolve um grande número de variáveis como quantidade de elos, diâmetro, comprimento, carga, grau de inclinação dos elos, tensão máxima de cisalhamento do material, entre outras. Depois, os engenheiros avaliam a geometria da suspensão para identificar as solicitações a que esta mola estará sujeita e, por último, são indicados os tratamentos térmicos que serão aplicados durante o processo construtivo. Por isso, técnicos em suspensões não recomendam qualquer modificação nas molas que diminua seu tamanho, seja o corte de alguns elos, grampos ou mesmo aquecimento.

Sobre a troca do kit que tem outra vantagem. Com molas diferentes, os amortecedores também devem ser diferentes. Amortecedores são construídos para trabalharem além e aquém do curso das molas e uma mola nova requer um amortecedor que cumpra essa função, com nova carga e novo curso. Por isso, kits esportivos completos são mais recomendados.

Ao contrário do que muita gente pensa, quem modifica seu veículo em geral é muito mais cuidadoso do que aqueles que andam com o carro “original” e procuram profissionais a qualquer ruído diferente no conjunto. Eles sabem que qualquer coisa é motivo para encostar o carro e verificar as peças envolvidas na personalização.

Mas nunca se esqueça: modificou, tem que regulamentar.