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Uma pequena discussão sobre a idade mínima para tirar a CNH

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

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Sempre ouvimos a indagação dos jovens em relação à idade mínima para dirigir no Brasil. Como todos sabem, para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a pessoa precisa ter 18 anos completos. Nos EUA, com algumas restrições, um jovem de 16 anos pode fazer o mesmo. Mas seria possível isso no Brasil?

Os jovens, ansiosos para dirigir, argumentam que o comportamento de um adolescente norte-americano e de um brasileiro não é tão diferente. Alguns ainda defendem que dirigindo com 16 anos e só tendo acesso à bebida alcoólica com 18, de certa forma isso “ensinaria” a pessoa a não ingerir álcool ao volante.

No parágrafo acima, porém, encontramos problemas sérios na argumentação.

Primeiramente é complicado dizer que o comportamento dos adolescentes é parecido, pois o grande exemplo dos jovens brasileiros ainda é os pais. Os adultos brasileiros desconhecem, em geral, o Código Nacional de Trânsito e desrespeitam leis com frequência. Desde estacionar em vaga reservada a idosos ou portadores de deficiência física quando não o são até dirigir embriagado. É isso que os filhos veem.

Em relação ao álcool, o argumento de que apenas com 18 a pessoa tem acesso a bebida é uma falácia enorme. Os jovens tem acesso livre a qualquer tipo de bebida muito cedo. Muito se dá pela boa aceitação social em relação ao álcool, por isso beber em público não é mal visto. Por isso que dirigir embriagado não é chocante para a maioria das pessoas.

Se adultos são, em sua maioria, imaturos demais para avaliar o perigo de dirigir sob o efeito do álcool, o que dizer de jovens? Acreditar que adolescentes não irão dirigir bêbados porque “a lei proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade” é um argumento fantasioso. Fruto de desconhecimento ou de má fé.

É um debate muito mais alimentado pela vontade feroz de jovens dirigirem do que pela necessidade de mudar algo no trânsito. Isso não traria mais segurança para ninguém. E conhecendo a ferocidade e periculosidade do tráfego cotidiano, essa medida apenas colocaria mais gente em risco.