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Internet já influencia quase todas as compras de carro 0 km do mundo

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

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É quase unânime em todos os portais e blogs que se fala de carros indicar que um cliente possível busque ajuda a internet, em fóruns e sites das próprias montadoras. Pois bem, com o advento e a facilidade de acesso, o perfil dos compradores mudou. E para melhor.

Se antes era normal escolher o carro no momento da visita a uma loja, hoje os cliente já saem de casa com algumas ideias na cabeça. E isso no mundo todo.

Para entender melhor essa mudança, a consultoria internacional Capgemini pesquisou 8 mil consumidores de oito países  que representam cerca de dois terços das vendas mundiais de veículos: Brasil, Alemanha, China, Estados Unidos, França, Índia, Reino Unido, Rússia. O resultado espantou até mesmo os mais otimistas em relação ao uso da rede.

Nada menos que 94% das vendas de veículos começam na internet, seja no Google, seja no Facebook, seja em fóruns e sites especializados.Além disso: 69% se dizem influenciados ao ler postagens positivas e 57%, por postagens negativas, principalmente entre o público mais jovem.

Por outro lado, apenas no mercado brasileiro, indiano e chinês, 50% do público aceitaria comprar um veículo totalmente pela internet, sem precisar ir à concessionária. Isso mostra outro traço do nosso consumidor que pode ser nocivo: não temos a mania de fazer test-drives.

Mas esse é assunto pra outro post…

Nissan abaixa o preço do March em busca de mais competitividade

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

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O Nissan March é um carro bom, bonito e confiável. Mas além de enfrentar alguns entraves do público, o aumento do IPI fez com que suas vendas caíssem sensivelmente.

Por isso a Nissan está se mexendo para deixar o compacto mais competitivo no mercado. As mudanças serão duas: reduzir em 5% o preço base do carro e inestir mais na divulgação do modelo.

Com isso, March 1.0, que era vendido por R$ 27.690, agora custa R$ 26.290, R$ 1.600 a menos. No começo de 2014, o carrinho será fabricado no Brasil, isso deve facilitar as estratégias da Nissan.

Mas a redução já fez efeito em outubro. O compacto feito hoje no México já apresenta um crescimento de 3,42% nas vendas este ano em relação ao ano passado. É uma boa escolha de carro que deve ser consolidado com mais força no gosto brasileira antes de ser fabricado por aqui.


Pela primeira vez na história, as quatro maiores montadoras juntas dominam menos de 70% do mercado

quinta-feira, 11 de abril de 2013

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Todo mês a Anfavea divulga os resultados do mercado automobilístico em números. Em março, algo no mínimo curioso chamou a atenção: Fiat, Volkswagen, GM e Ford juntas não somaram mais de 70% dos veículos comercializados.

Ok, o número ainda é bem próximo disso, 68,5%. Mas o resultado revela algo por trás. O Brasil surge como alternativa para montadoras internacionais. E mais, o público brasileiro, historicamente conservador, está mais disposto a conhecer as novidades, principalmente das empresas asiáticas.

Hyundai, Renault, Toyota e Honda apresentaram um ótimo crescimento nos últimos anos e ocupam as 5ª, 6ª, 7ª e 8ª posições respectivamente. Destaque para o crescimento meteórico da Hyundai.

O surto de novas marcas é reflexo de um rápido crescimento nome brasileiro e latino-americano. Só para ter uma ideia, a América Latina foi o terceiro maior mercado automobilístico em 2012, rendendo o dobro de lucro da Europa.

A notícia triste (mas não nova), para o consumidor, divulgada essa semana é em relação aos preços. O Instituto de Planejamento Tributário comparou o preço de várias mercadorias, com e sem impostos, vendidas no Brasil, EUA e Itália. A gente paga mais caro em quase tudo (em automóvel a diferença é gritante) e sem imposto a diferença é bem pequena.

Esperamos que a redução do IPI seja mantida eternamente, como primeiro passo para mudar esse cenário.

A que se deve o sucesso da Hyundai no ocidente?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

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Recentemente, em palestra no congresso de Orlando, o presidente da Hyundai dos EUA, John Krafcik, emudeceu o auditório esbanjando sinceridade e segurança. A questão toda era como a montadora coreana conseguiu crescer 5% em meio a uma das maiores crises econômicas do país.

A resposta veio curta e direta: “É tudo uma questão de design”. A afirmação de Krafcik é uma crítica às montadoras estadunidenses que, por muito tempo, ofereceram soluções para seus produtos sem ter de afetar muito o modelo de negócio, o que resultou em um portfólio defasado. Com a crise, o quadro mudou e, enquanto Ford, General Motors e Chrysler corriam para renovar seus produtos, a sul-coreana cativou o conservador mercado norte-americano, que antes só comprava veículos “made in USA” com soluções eficazes e desenhos lindos.

“Temos o que o consumidor quer. As montadoras deixaram o design de lado, nós demos prioridade a ele”, ainda cutucou o executivo. Os americanos mais conservadores torceram o nariz. Muitos não aceitam ainda a ideia de que a Toyota revolucionou a produção automotiva. Esses mesmo não aceitam que a Hyundai pode redirecionar o setor.

Outro fator importante para o sucesso da Hyundai que desagradou a cultura americana e europeia foi o preço baixo. A França, inclusive, acusou a Hyundai e a Kia (outra sul-coreana que não para de crescer) de praticar dumping – concorrência desleal por preços muito abaixo do normal do mercado (sim, baixar preços rapidamente é uma espécie de contravenção).

Apesar dos protestos, o “efeito Hyundai” deve mesmo ser um caminho sem volta. A segurança e beleza dos carros sul-coreanos (incluindo Kia), aliados a preços mais justos, deve mesmo remodelar a indústria automotiva mundial. É de bom tom que esse efeito atinja o Brasil também.

Brasil assiste a era do carro global chegar ao México

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

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Mesmo sendo um mercado frutífero para automóveis, o Brasil ainda é pouco competitivo para os fabricantes. Ou seja, fabricar carros no Brasil é caro. Muito caro.

Quando a Volkswagen confirmou que o novo Golf (carro mais vendido na Europa) só virá ao Brasil importado, essa baixa competitividade veio à tona. A sétima geração do hatch médio alemão (aqui, estacionamos na quarta) será fabricado no México. Mas por quê?

Além dos baixos custos de fabricação, o México tem vantagens como estar na zona de livre comércio da América do Norte, de onde importa autopeças em escala estratosférica e preços baixos. Além disso, o país acertou recentemente acordos com União Europeia e Japão. E, pelos impostos pagos pela população, os países do Mercosul têm tanta facilidade de comprar do México quanto têm de comprar do Brasil.

Não à toa, a Audi confirmou antes sua fábrica mexicana para 2016. De lá poderá exportar, sem impostos, para três grandes blocos econômicos.

Aquilo em que se acreditava há vinte anos, que o Brasil seria o grande líder econômico da América Latina, pode não ser tão correto assim. Mesmo sendo politicamente muito poderoso, o país espante os investidores com seus impostos altíssimos.

Vivemos uma sensação de qualidade de vida que não temos de fato. Para manter essa “ilusão de primeiro mundo”, taxas e impostos altíssimos são cobrados tanto da população quanto dos investidores. E mexer nisso é muito mais complicado do que parece.

Pelo visto, vamos curtir a quinta revolução industrial passar pela TV. Faz sentido, alguns lugares do país ainda estão observando a primeira…