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Peças de reposição

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

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Carro não é investimento: ele nunca vai ser valorizado na mão do proprietário, é muito caro e gera gastos. Na hora de pensar em reposição de peças, não é diferente. Mas isso não quer dizer que seja sempre preciso gastar “os olhos da cara”.

As peças de reposição podem ser oriundas de quatro fontes, com preços bem diferentes:

· Montadora - $$$$

· Mesmo fabricante da montadora, mas no mercado de reposição - $$

· Segunda linha e outras fabricantes - $

· Peças recondicionadas - $

A relação de preço entre elas é mais ou menos o que foi listado. Mas preste atenção em algumas coisas: existem peças boas e ruins nas quatro fontes. Nem sempre a mais cara é melhor e nem sempre é bom negócio pagar menos.

Tudo vai depender do que seu carro precisa e do que você quer. Uma dica valiosa: economia nunca deve ser feita com pneus e freios. Ainda assim, não precisa sair gastando em qualquer loja careira.

O mais seguro a se fazer é delegar a escolha para o seu mecânico de confiança. Ninguém melhor do que ele para avaliar a qualidade da peça. Além de ter a experiência com os diversos fornecedores, se por acaso a nova peça estiver defeituosa, é ele que terá que trabalhar gratuitamente para substitui-la.

Peças recondicionadas: usar ou não?

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

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Esse deve ser o mais delicado dos assuntos no tocante a reposição de autopeças: usar ou não peças recondicionadas?

Primeiro, o que são elas?

São peças de outros carros que foram batidos, comprados pelo seguro, dados como ferro-velho e etc e passam a ser vendidas suas peças separadamente para abastecer outros carros. Por exemplo, seu carro sofreu forte batida na porta e é melhor trocá-la do que tentar desamassar e repintar.

Uma opção é usar uma peça recondicionada, afinal uma nova é muito mais cara. Se a peça a ser colocada em seu veículo apresenta boa qualidade, não há problemas nisso. Reutilizar pedaços de outros automóveis é, além de tudo, uma atitude sustentável que visa diminuir o consumo e saber reciclar objetos.

Qual a polêmica, então?

A maioria dessas peças usadas para substituição tem origem ilegal. Esse mercado não é incentivado pelas montadoras (lógicamente, afinal elas visam o lucro) e nem mesmo pelo governo (logicamente 2, afinal eles visam aquecer a economia pública a partir de iniciativas privadas).

Por isso que a maioria das peças recondicionadas tem origem em desmanches. Um carro roubado vai pra um desmanche onde é, literalmente, cortado e suas peças são vendidas para serem reutilizadas em outro veículo.

A grande dificuldade está em saber a origem da peça substituta, já que não há nenhum interesse do governo em incentivar o consumidor a gastar menos e, portanto, não há praticamente nenhuma fiscalização confiável para que o consumidor saiba a procedência do que está comprando. A ideia é que você compre sempre uma nova, mesmo sendo ridiculamente mais cara.

Termos dos mecânicos

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

No post Peças de carros, escrevi o significado de algumas peças. Como existe muitos termos utilizados pelos mecânicos, fiz outra lista com mais alguns termos:

Altura de rodagem
É à distância do solo em relação a um ponto de referência no chassi ou carroceria do carro. Toda a geometria de suspensão e direção é baseada em uma altura de rodagem padrão. Essa altura tende a diminuir com o tempo e com a quilometragem do veículo. Isso ocorre devido à deformação das molas da suspensão. Por isso, a altura do solo deve ser verificada nas revisões periódicas e, enquanto for possível, deve ser ajustada - até o momento em que a troca das molas será necessária.

Calço hidráulico
É um fenômeno que provoca danos ao motor por causa da aspiração de água, que pode entrar no sistema de admissão de ar quando, por exemplo, se trafega em um trecho alagado. Nesse caso, a água, que não se comprime, entra nos cilindros e impede que os pistões sigam o curso normal. O motor, que até o momento da aspiração da água estava em funcionamento, fará força para girar e assim provocará um forte golpe, que entortará as bielas - peças nas quais os pistões são fixados - entre outros inúmeros problemas.

Equalizador de escape
É um tubo que liga os dois canos de escapamento nos sistemas de escape duplo em motores em V, principalmente do tipo V8 (oito cilindros em V). O equalizador é a junção dos canos após os coletores de escapamento e, como o nome já diz, tem a finalidade de equilibrar as pressões de todos os cilindros.

Linha de cintura
É o ponto de encontro entre a parte lateral da carroceria de metal com o começo da área envidraçada. O termo é muito utilizado pelos estilistas e projetistas de automóveis.

Peso em ordem de marcha
É o peso de um automóvel usado como referência na indústria automotiva. Para chegar a essa medida é preciso deixar o veículo com todos os elementos essenciais para o funcionamento. O tanque de combustível cheio e o nível de todos os líquidos, como óleos e água, no ponto máximo. Além disso, o estepe deve estar calibrado bem como todas as ferramentas, como a chave de rodas, em seus devidos lugares.

Tucho
Trata-se de uma peça cilíndrica que recebe movimento por meio do ressalto do comando de válvulas. O movimento gerado pelo ressalto segue então para a vareta da válvula, que por sua vez aciona o balancim que faz a válvula abrir e fechar. Na prática, o comando atua como um martelo, que bate no tucho, que empurra a vareta, que encosta no balancim e abre e fecha a válvula. O tucho pode ser mecânico, como descrito acima, ou hidráulico (alimentados pelo próprio óleo do motor). O hidráulico costuma ser mais silencioso e também consegue manter o mecanismo sem folga, mesmo com a variação de temperatura, que pode ocasionar variações dimensionais.

Túnel de vento
Consiste de uma sala fechada com temperatura e pressão atmosférica controladas. Ela conta com um dispositivo de grandes dimensões, que nada mais é que um tubo no qual um enorme ventilador produz corrente de ar de alta velocidade. Um veículo em tamanho normal ou em escala é submetido a essa corrente de ar e seus efeitos são estudados a fim de se obter o melhor coeficiente aerodinâmico para o automóvel. Com base nesse estudo, são determinadas as características aerodinâmicas do carro, tais como o arrasto, que influi diretamente no desempenho e consumo.

Fonte: G1