Arquivo da Categoria ‘Segurança’

Sobre em 28% o número de indenizações pagas pelo DPVAT

quinta-feira, 23 de maio de 2013

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O dado é preocupante. A quantidade de indenizações pagas pelo DPVAT subiu em 28% no primeiro trimestre de 2013 em relação ao mesmo período de 2012.

Como se sabe, o DPVAT cobre três casos: mortes, invalidez permanente e despesas hospitalar. Segundo a Seguradora Líder DPVAT, responsável pelo seguro obrigatório do país, 68% dos casos foram de invalidez permanente.

Outro número nada animador é a quantidade de acidentes envolvendo motocicletas: 70% do total, mesmo que a frota de duas rodas no país só representa 24% da frota total.

O perfil dos assegurados também aprece constante em relação a sexo e idade: 77% dos acidentes envolveram membros do sexo masculino e 51% dos assegurados gerais tinham entre 18 e 35 anos.

De acordo com o diretor de relações institucionais da Seguradora Líder DPVAT, Márcio Norton, o aumento do número de indenizações levanta a discussão sobre ações para reduzir este cenário. “Infelizmente, estamos verificando este aumento no número de indenizações ano após ano. Faz-se necessário um maior controle dos motoristas para coibir o uso de bebidas e a velocidade excessiva para todos os tipos de veículos, realização de campanhas educativas e esclarecimentos sobre direção segura são importantes para mudar este quadro.”

Até quando vamos ver isso se repetir, brasileiros? Caos do trânsito, falta de respeito, ignorar o próximo, encarar a rua como lugar de disputa e não de convívio, sem contar a fatal parceria quase inseparável de bebida e direção. Até quando?

Imprensa internacional expõe fragilidade do carro brasileiro

quarta-feira, 15 de maio de 2013

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Através de um texto reproduzido da agência AP (Associated Press), a imprensa internacional descobriu que o carro feito e vendido no Brasil é de baixa qualidade. A matéria expõe pontos muito curiosos e reitera algo que a NCap latina já havia mostrado: em termos de segurança e qualidade, o Brasil está uns 20 anos atrasados em relação ao primeiro mundo.

A repostagem assinada por Bradley Brooks tem um título forte: “Carros brasileiros são mortais”. Ele utiliza dados sobre acidentes de trânsito (apontando números do Ministério da Saúde como fonte) e os resultados da própria Latin NCap. A conclusão atingida não é novidade para nós: os carros fabricados aqui não atingem os requisitos mínimos de segurança internacional.

Mas não pense que se trata dos modelos produzidos e vendidos aqui. Trata-se das unidades e da qualidade. Por exemplo, um Ford Ka brasileiro recebeu uma estrela em segurança (nota mínima) segundo testes a NCap. O mesmo modelo fabricado na Europa recebeu, em 2008, quatro estrelas segundo a mesma instituição. O mesmíssimo caso do Renault Sandero e inúmeros exemplos.

A reportagem ainda que 9.059 ocupantes de carros (motoristas e/ou passageiros) morreram em acidentes de trânsito no Brasil em 2010. Nos Estados Unidos, no mesmo período e nas mesmas condições, o total de mortes chegou a 12.435. Porém o texto faz ressalva de que a frota circulante nos EUA era cinco vezes maior que a brasileira no período.

“Na verdade, os dois países seguem em direções opostas no que diz respeito às taxas de morte: os Estados Unidos registraram 40% menos mortes em acidentes de carro em 2010, na comparação com a década anterior. No Brasil, o número de mortos subiu 72%, de acordo com os últimos dados disponíveis [do Ministério da Saúde]“, relata Brooks em sua reportagem.

Os motivos? Segundo Brooks, a “tragédia nacional” (como ele mesmo nomeia em sua matéria) ocorre por “soldas mais fracas, itens de segurança escassos e materiais de qualidade inferior”.

Os principais responsáveis, obviamente, são os fabricantes. A repostagem da AP aponta o corte de custos como uma das principais justificativas para a baixa qualidade dos carros daqui. Mas a NCap discorda veementemente desse motivo.

O argumento da NCap é simples. Primeiro que a segurança não deve ser menos importante que o lucro. Segundo que o lucro dos fabricantes no Brasil é estratosférico. “As fabricantes obtêm até 10% de lucro sobre os carros fabricados no Brasil, bem mais em comparação aos 3% nos EUA e à média global de 5%, segundo a IHS Automotive, uma empresa de consultoria do setor automotivo”, afirma o próprio Brooks.

O diretor técnico da NCap latina e europeia, Alejandro Furas, afirmou que um jogo completo de airbags (para motoristas e passageiros) não custa nem R$150 para a montadora, mas é vendido como opcional de quase R$1.000. Apesar de uma questão de mercado, Furas afirma que a culpa jamais pode cair sobre o consumidor, que é vitima nesta situação.

“O consumidor brasileiro não está acostumado a comprar carro usando a segurança como critério, mas não se pode culpá-lo, uma vez que do modelo básico e pelado ao topo da gama, já equipado com itens de segurança, a diferença de valores pagos pode variar entre 25% e 30% (…) Mesmo na Europa, onde os preços são mais justos, o consumidor não cobra segurança, obrigação que é do governo e das autoridades do sistema viário. No Brasil, como o Governo não cuida disso e as montadoras são negligentes, o consumidor fica sem ação”, conclui o diretor.

Triste realidade.

Se quiser ler a matéria original (em inglês), clique aqui.

MINI lança campanha inteligente para conscientizar sobre o perigo de escrever SMS ao volante

quarta-feira, 8 de maio de 2013

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Esta é uma campanha que poderia muito bem ser aplicada no Brasil, mas a iniciativa partiu da MINI do México. A campanha, intitulada “palavras podem machucar”, atenta para o risco que é escrever mensagens de texto pelo celular enquanto dirige.

Pode parecer que não, mas no México estima-se que cerca de duas mil pessoas morrem mensalmente por consequência dessa mania. Isso sem contar os feridos, que chega a 750.000 mensais.

Para chocar e conscientizar, a campanha consiste em espalhar pelas ruas da Cidade do México letras de 2,5m “machucadas”, apresentando fraturas e sangramentos. Ainda foi criado um aplicativo para smartphones chamado The Word Blocker que, através do GPS do aparelho, identifica a velocidade que o motorista está e bloqueia o recebimento de SMS.

O remetente recebe uma notificação de que o destinatário está dirigindo e não pode ler agora. O app ainda possui um ranking que calcula quantos quilômetros o motorista percorreu sem mexer no celular. Campanha muito válida e importante que deveria ser aplicada aqui no Brasil.

Veja o vídeo abaixo para entender melhor:

Blindagem mais leve para vidros de carros

sexta-feira, 22 de março de 2013

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Blindar carros (principalmente de luxo) é uma prática bem comum no Brasil, sobretudo em São Paulo e Rio de Janeiro, onde os níveis de criminalidade são alarmantes. Acontece que a blindagem gera alguns inconvenientes, como o peso do carro, que sobe muito.

Quem mais sofre com essa massa extra são os vidros e o sistema elétrico utilizado para abri-los ou fechá-los. De olho nisso, a SER Glass traz uma tecnologia de vidros blindados 20% mais leves.

Segundo a empresa, o vidro possuiu uma boa qualidade óptica, evitando distorções e, mesmo mais leve, são tão resistentes quanto a blindagem mais pesada. A SER ainda dá dez anos de garantia contra um processo chamado delaminação, que cria bolhas de ar na blindagem e a faz perder a eficiência.

O carro vai ficar mais pesado, é inevitável. Por isso, vai andar menos e beber mais. Também vale lembrar que esse processo não é nada barato, normalmente é o preço de outro carro. Para um veículo de R$90 mil, a blindagem custa em média R$55 mil. Mas para quem tem esse dinheiro pra investir, a blindagem é um equipamento de segurança muito eficaz.

Renault também se preocupa com segurança de quem está fora do carro

sexta-feira, 15 de março de 2013

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Ontem, apresentamos um sistema desenvolvido pela Volvo para detectar ciclistas e pedestres e, em risco de colisão, chegar até mesmo a parar o veículo automaticamente. A Renault apresentou também um sistema de segurança para quem está do lado de fora do carro.

Diferente da Volvo (e mais modesto, mas também muito eficaz), o sistema da Renault chama-se Z.E. Voice. É um sistema de sons externo que aumentam de frequência conforme aumenta a velocidade do carro e aproxima-se de algum pedestre. Com isso, mesmo distraído, o pedestre ouve o veículo chegando.

Mas não é incômodo o carro emitir um som initerruptamente? Bem, o sistema só funciona com o carro em movimento e sensores de proximidade o acionam. Além do mais, o dispositivo pode ser desligado (o que não é recomendado, afinal).

Por enquanto, esse sistema só estará presente no novo Renault ZOE (indisponível para o Brasil). O carro já recebeu nota máxima em segurança passiva (quando a segurança diz respeito aos pedestres, ciclistas e etc.) pelo conceituado órgão independente EuroNCAP.

Muito importante ver que as montadoras estão olhando não só para a segurança dos motoristas e passageiros, mas para o trânsito e a cidade como um todo. Só que isso não tira a responsabilidade do condutor, claro.