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GM já elimina versão de entrada do Celta

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Chevrolet Celta 2014 ganhou frisos cromados na grade, além de a

Não é de se surpreender. Com a lei que obriga ABS e airbag em todos os carros fabricados no Brasil desde 1 de janeiro de 2014, os modelos de entradas sumiram.

O Celta duas portas “pelado” já não existe, afirmam compradores e jornalistas que procuraram pelo modelo em algumas concessionárias, segundo o Jornal do Carro, do Estado de São Paulo.

O efeito colateral da lei, porém, também já pode ser sentido. Se até dezembro de 2013 era possível comprar um Celta duas portas por R$26 mil, os modelos encontrados hoje partem de R$32 mil nas concessionárias.

Por outro lado, o Jornal do Carro afirma que na internet há um modelo duas portas disponível por R$25.990, mas em nenhuma das revendedoras consultadas tinha um exemplar desse disponível.

Fiat Mille também diz adeus

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

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Como a lei que obriga todos os veículos a saírem de fábrica com ABS e airbag a partir do dia primeiro de janeiro de 2014 foi mantida, o Fiat Mille, antigo Fiat Uno, também diz adeus ao público brasileiro.

O carro e popularizou a ideia de carro popular (sem trocadilhos) será descontinuado após 30 anos no mercado. A exemplo da Kombi, que também se despede, o projeto do Mille é atrasado demais para suportar ABS e airbags.

Com pouquíssimas mudanças ao longo de sua trajetória, o então Uno Mille foi substituido pelo moderninho e colorido Novo Uno. Mas o popular original da Fiat fazia tanto sucesso, que foi amntido com o nome Mille.

Assim como a VW, a Fiat prepara uma versão de despedida para o compacto: o Grazie Mille. Ele será restrito a 2.000 unidades. Mas chegará às lojas por R$31.200, superando o preço do Novo Uno.

Ainda que tenha de série itens inéditos para o Mille, o valor abusivo se dá mais pela questão afetiva de quem gosta do carro.

Sem ABS e airbag obrigatório para o início do ano?

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

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A falada lei que obriga todos os carros em território nacional terem ABS e airbag de fábrica a partir de janeiro de 2014 pode ser adiada. O motivo? Preço dos equipamentos.

Com medo de os carros ficarem mais caros (e podem ficar mesmo enquanto tiver gente pagando) pode adiar a lei que garante mais segurança para os passageiros e motoristas. Como as vendas são mais importantes que a segurança…

O ministro da Fazendo, Guido Mantega, afirmou que é muito possível que a medida seja adiada. Com isso, carros como o Gol G4, Fiat Uno Mille e sobretudo a Kombi poderiam ser produzidos até a lei entrar em vigor.

Essa medida gerou outro problema: os compradores da Kombi Last Edition já se mobilizaram dizendo que devolverão o carro que, se não for o último, não tem nada de “colecionável”. Por outro lado, tirar de linha um veículo como a Kombi aumenta a pressão interna na Volkswagem por demissões em massa.

E aí? Como resolver o impasse?

O que fazer quando se tem a CNH suspensa

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

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Muitos motoristas ficam em dúvidas do que fazer ao ter a CNH suspensa. Par resolver tal impasse, são necessárias medidas simples, mas que requerem atenção.

A CNH é suspensa quando o motorista recebe mais de 20 pontos com multas e infrações ou ao cometer uma única infração gravíssima automaticamente suspensiva. Quando esse limite é atingido, o motorista é notificado pelo Dentran através de uma carta enviada a seu endereço cadastrado junto ao órgão.

Ao receber a notificação, o condutor tem um prazo de 30 dias para apresentar uma defesa pessoalmente no local em que sua CNH está cadastrada (Dentran ou Ciretran de seu município). Caso opte por não apresentar contra argumento ou tenha o recurso negado, o motorista deve entregar sua carteira no órgão expeditor.

O direito de dirigir é suspenso de um mês a um ano, dependendo da situação. Se for reincidente num período de 12 meses, a suspensão varia de seis meses a 2 anos.

Enquanto está suspenso, o condutor deve fazer um curso de reciclagem de cerca de 20 horas em algum CFC de sua cidade.Cumprida a penalidade, o motorista poderá ter a CNH de volta apresentando o certificado de conclusão desse curso.

Problemas ao rebaixar o carro

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

dirigindohoje

A mania de customizar carros de rua teve seu auge na década anterior, com o sucesso da franquia Velozes e Furiosos no Brasil. Na ocasião, alterações extremas deixavam muitos veículos tão personalizados que era difícil dizer que era o modelo no veículo. Tal mania recebeu o nome do tunning.

Sem os exageros do passado, muitos proprietários ainda são fãs das personalizações. Dentre todas as modificações, rebaixar o carro é a “chave-mestra”, presente em todos os projetos.

Mas rebaixar o carro pode trazer problemas? Sim, se não feito de forma correta. Antes de começar você precisa saber três coisas: 1. Carro rebaixado é mais desconfortável porque transfere mais da irregularidade do chão para os passageiros; 2. É preciso legalizar e documentar a modificação, portanto prepare-se para burocracia e 3. A maioria dos seguros não cobre carros rebaixados, por frescura, mas não cobre.

Existem duas formas de modificar a altura das molas: fixa ou variável. Apenas a primeira pode ser regulamentada.

As variáveis são aquelas suspensões reguláveis por algum tipo de sistema. Os métodos existentes são suspensão a ar e suspensão de rosca. Elas só podem ser usadas regularmente se forem originais de fábrica.

As fixas são as mudanças permanentes e podem ser feitas de quatro formas: cortando as molas e diminuindo o número de elos, aquecendo e encolhendo as molas, prendendo com presilhas metálicas ou trocando o conjunto por outro esportivo. Recomendado mesmo, apenas o último.

O motivo é simples: os fabricantes utilizam softwares para o dimensionamento das molas, pois o cálculo envolve um grande número de variáveis como quantidade de elos, diâmetro, comprimento, carga, grau de inclinação dos elos, tensão máxima de cisalhamento do material, entre outras. Depois, os engenheiros avaliam a geometria da suspensão para identificar as solicitações a que esta mola estará sujeita e, por último, são indicados os tratamentos térmicos que serão aplicados durante o processo construtivo. Por isso, técnicos em suspensões não recomendam qualquer modificação nas molas que diminua seu tamanho, seja o corte de alguns elos, grampos ou mesmo aquecimento.

Sobre a troca do kit que tem outra vantagem. Com molas diferentes, os amortecedores também devem ser diferentes. Amortecedores são construídos para trabalharem além e aquém do curso das molas e uma mola nova requer um amortecedor que cumpra essa função, com nova carga e novo curso. Por isso, kits esportivos completos são mais recomendados.

Ao contrário do que muita gente pensa, quem modifica seu veículo em geral é muito mais cuidadoso do que aqueles que andam com o carro “original” e procuram profissionais a qualquer ruído diferente no conjunto. Eles sabem que qualquer coisa é motivo para encostar o carro e verificar as peças envolvidas na personalização.

Mas nunca se esqueça: modificou, tem que regulamentar.