
Durante a páscoa, a presidente Dilma e o ministro Guido Mantega anunciaram que o aumento gradativo do IPI sobre automóveis seria congelado. Porém, preocupado não apenas em sustentar o crescimento do comércio como também controlar reflexos na inflação, há boatos de que o IPI atual pode ser adiado indefinidamente.
Essas especulações já mexeram com as previsões do setor para 2013. Antes se acreditava que o mercado automobilístico cresceria 3,5% em relação ao ano passado. Por conta dessa possibilidade, esse número já subiu para 4% a 5%.
O que alguns economistas afirmam é que manter o IPI no patamar atual geraria uma nova “corrida do ouro” na indústria automotiva. Mas apontam para um senão. O mercado de autopeças passa a ser o elo fraco da corrente. Ainda pouco competitivo e carente de tecnologia eficiente, esse setor corre o risco de ser deficitário em poucos anos.
Os economistas atentam que, caso torne-se real tal especulação, o consumidor deve esperar uma queda de preço nos carros novos (ignorando o fator “mercado”). Para ser preciso, o aumento no preço dos carros deve ser inferior à taxa de inflação. Consequentemente, o preço dos usados desce junto.
Caso se concretize a manobra de manter o IPI na atual faixa eternamente, uma pequena e significativa mudança pode ser vislumbrada. No Brasil temos os carros mais taxados e caros do mundo, numa longa sequência de impostos sobre impostos. De repente, isso poderia começar a mudar.





