Arquivo da Categoria ‘Educação no Trânsito’

Celular ainda causa acidente de trânsito

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

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Um dos grandes inimigos do motorista é o celular. É impossível viver sem um. Em capitais e cidades grandes, não atender o celular ao volante pode significar até 4 ou 5 horas diárias completamente incomunicável. E aí entra trabalho, família, amigos…

Por outro lado, falar ao celular deliberadamente enquanto dirige é perigoso e causa acidentes. E uma nova moda preocupa ainda mais: tracar SMS ou conversar via WhatsApp enquanto dirige. Aí é grave.

O Instituto de Transportes e Tecnologia da Virgínia, ligado ao NTHSA, um dos principais órgãos de segurança viária dos EUA, afirma que ao enviar uma mensagem de texto, o motorista aumenta em 23 vezes a chance de se envolver em um acidente. Ao fazer uma ligação, a atividade cerebral ligada à direção diminui em 37%.

A melhor saída é sincronizar o celular com o rádio. A grande maioria dos aparelhos de som dos carros atuais tem essa opção, em que o motorista conecta seu telefone com o som via bluetooth. Dessa forma, pelo menos, as duas mãos continuam no volante.

Trocar SMS ou outro tipo de mensagem escrita, só com o carro parado, aí não tem alternativa.

Mais uma vez: álcool + direção não dá!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

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Segundo pesquisas, o número de acidentes fatais envolvendo álcool e direção subiu significativamente.

De acordo com dados provisórios fornecidos por órgãos especializados, os casos de acidentes com mortes nos quais os motoristas dirigiram após beber aumentou cerca de 25% em 2012 no mundo. A irresponsabilidade do motorista custou muitas vidas.

Muitos países mantêm campanhas permanentes de conscientização, inclusive o Brasil. Porém, as campanhas e até a “Lei Seca” são insuficientes por alguns motivos.

O primeiro é a aceitação social do consumo de álcool e da direção. A população ainda não acredita que o álcool é uma droga forte que altera as percepções de forma a diminuir os reflexos do motorista, mesmo em pequenas quantidades.

Outro traço da tal aceitação é que beber é socialmente bem visto (diferentemente de fumar hoje em dia, por exemplo). Por isso, acender um cigarro em lugar fechado é mais ofensivo para a visão da maioria das pessoas que beber e sair dirigindo de um bar.

Quanto a “Lei Seca”, a fiscalização ainda não é suficiente. Falta de contingente ou mesmo de vontade do governo não permite um “cerco mais fechado”.

Vai ser preciso conscientizar-se, cada um de nós, para mudanças realmente significativas.

Campanha agressiva e necessária na Bélgica alerta para a importância do cinto de segurança

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

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Nunca é demais lembrar e alertar para o uso de mecanismos de segurança. O cinto é o mais básico e fundamental de todos e seu uso é obrigatório.

Na Bélgica, portanto, iniciou-se uma campanha agressiva e necessária de conscientização. O país afirma que a maior causa de mortes no trânsito de lá é a negligência dos condutores e passageiros, que simplesmente não colocam o cinto de segurança.

Por isso que, para chamar a atenção dos condutores, um carro foi pendurado por cordas em Bruxelas a uma altura de 60 metros, e sofreu uma queda livre de cerca de 10 metros. O impacto equivale equivalente a um choque de carro a 50 km/h. E o estrago é absurdo.

A ação foi iniciada porque, segundo o governo, a adesão ao uso do item mais importante de segurança no carro está estagnada desde 2012. De acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira, 65% das pessoas que morreram em acidentes em rodovias no país não usavam cinto de segurança.

Intitulada “Sans ceinture, le choc est plus dur” (“sem cinto, o choque é mais duro”), o vídeo e as fotos da queda e do impacto serão divulgado até setembro. Fique de olho aqui quando publicarmos. E aproveite para pensar a respeito da própria segurança de daqueles que transitam contigo no carro.

CET de SP fará “operação volta às aulas” esta semana

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Atenção motoristas de São Paulo, esta semana acabam as férias da maior parte das instituições de ensino da cidade e do estado. Por isso, esteja pronto para voltar a rotina normal de trânsito.

Por isso, a CET está preparando operações especiais ao redor de escolas particulares e públicas. O interessante é que neste ano, a operação abrangerá um maior número de escolas públicas: 88 unidades, o que corresponde a 71% do total (e você está se perguntando por que uma ação da CET – órgão público – sempre atingiu mais escolares particulares, né? Pois é…).

Segundo a CET, o objetivo é desenvolver ações educativas e operacionais de trânsito também na periferia para minimizar o impacto que a volta às aulas causa nas imediações das escolas. A iniciativa inclui colocar agentes para trabalhar na entrada e na saída de estudantes, monitorando o desempenho do trânsito e fiscalizando infrações que possam colocar em risco a segurança dos pedestres. Estacionamento irregular e em fila dupla serão autuados.

Quem leva o filho na escola ou frequenta, por qualquer motivo, instituições de ensino, colabore ao máximo. Para quem acessa tais instituições por transporte público, olhos bem abertos e atenção nas proximidades de colégios.

Acessibilidade pra quem?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

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Esta semana veio à tona uma noticia no mínimo “curiosa”. O escritor Marcelo Rubens Paiva postou em seu blog que foi multado três vezes por estacionar o carro em vagas para portadores de deficiência física.

Vamos voltar um pouco no tempo. Precisamente em 1997, quando o escritor lutava para conseguir implantar em São Paulo uma lei que conheceu nos EUA: a vaga especial para portadores de deficiência e a consequente licença do cadeirante para sua utilização. Depois de muito lobby e luta, a lei foi implantada e Marcelo Rubens foi homenageado sendo o portador da licença número 01.

O número subiu depois das renovações, feitas a cada cinco anos.

No governo de Lula, a lei ganhou caráter federal. Uma licença de SP pode ser usada no RJ ou em MG (antes não podia). Acontece que ele começou a receber multas por estacionar em vagas especiais. E foram três.

A licença, obviamente, é para o cidadão e não para o veículo. Portanto se o cadeirante pega o carro do pai, do irmão, do vizinho, é carona, passageiro ou qualquer coisa, sem problema. Ele leva a licença e deixa no para-brisa.

Estranhou, mas na terceira vez ele estava perto do veículo quando uma viatura da CET passou e o agente, sem nem descer da viatura, analisava o carro de Marcelo. O escritor acenou e gritou: “opa, esse carro é meu, chefe; tem a licença no para-brisa”. A multa chegou mesmo assim.

O que podemos tirar concluir?

Primeiro, a “preguiça oficial” é absurda. O “marronzinho” nem sequer desceu da viatura para conferir, parte do suposto que todo contribuinte é, no fundo, um bandido (será um reflexo de si mesmo?) e burla a lei.

Mas Paiva buscou recorrer, enviou foto de seu cartão DEFIS (em dia), de sua foto ao lado de seu carro de forma que a placa fosse visível (essa foto que ilustra o post). A resposta do Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV): “seu pedido de revisão da multa foi rejeitado. A infração custa R$ 53,20, além de três pontos na carteira”.

Ainda foi sugerido que o escritor é meio burro, pois dizia que a licença não estava em um lugar visível. Licença que ele carrega há 11 anos de uma lei que foi criada muito por causa dele.

Afinal, a cidade é acessível pra quem? E o que importa pro DSV, fiscalizar de fato ou encobrir a incompetência de seus funcionários e ainda ganhar um trocado extra com multas mal aplicadas? Quem é o bandido que burla a lei, no fim das contas?