Falsa Blindagem

Cada vez mais, a população busca proteção contra a crescente onda de violência, porém na hora da escolher a empresa para contratar qualquer serviço de proteção tome muito cuidado, pois muitas empresas estão vendendo serviços de proteção que não funcionam, como o de blindagem em carros que não são a prova de balas.

O mercado de blindagem cresce na mesma proporção que a violência, e abre espaço para aproveitadores. Blindar custa entorno de R$ 35 mil a R$ 45 mil, depende do modelo do carro.

O processo de blindagem é feito de forma artesanal, toda a parte interna é revestida com uma manta feita do mesmo material dos coletes a prova de bala, já as colunas do carro são forradas com chapas de aço mais resistente.

Mas muitas empresas não estão blindando os carros com material correto, deixando-os assim vulneráveis.

Uma boa dica é verificar se a blindagem é certificada pelo Exército Brasileiro, caso contrário, a empresa é clandestina. Os militares fiscalizam constantemente as empresas para detectar e punir esse tipo de fraude.

Normalmente são 3 tipos de fraudes:

1ª - Uma película é colocada nos vidros dos carros e promete proteger contra armas de fogo, mas quando é atingida por uma bala de calibre 38 ela quebra.

2ª - Ao invés de aço reforçado na lataria, as oficinas que fazem serviço clandestino usam cintos de segurança.

3ª - Aproveitam retalhos das mantas do colete à prova de bala.

É inacreditável que fraudam até a blindagem dos carros, deixando pessoas correndo risco de vida, mas já que acontece, previna-se!

Fonte: G1

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10 comentários para “Falsa Blindagem”

  1. Rodrigo Piva disse:

    Tava demorando pra que esse setor sofresse com picaretas. A alta demanda aumenta o risco de levar gato por lebre. Parabéns pelo alerta.

    Abraços

  2. Diler disse:

    O custo da blindagem é um dos fatores que contribuem para a pilantragem no setor, mas não justifica (óbvio). As fabricantes e montadoras de veículos poderiam iniciar atividades neste setor e, no momento da compra, o consumidor poderia optar pela blindagem “já de fábrica”. Acho que poderia reduzir o custo elevado de uma blindagem, assim como fraudes relatados acima.

    A Associação Brasileira de Blindagem possui um canal de denúncias neste endereço: http://www.abrablin.com.br/denuncia1.asp

    Fica uma pergunta: a blindagem é um mal necessário? Casos trágicos como ocorridos na quinta passada (16.10.2008) com o diretor do presídio de segurança máxima Bangu 3, José Roberto do Amaral Lourenço, que morreu com cerca de 30 tiros quando passava de carro (Fiat Palio) pela Avenida Brasil no Rio de Janeiro é que torna ainda mais a blindagem produto desejado, caro e “prato cheio” para falcatruas.

  3. Cezar disse:

    Comentário do editor:

    rodrigo,
    Obrigado obrigado pelo comentário!

    Cézar.

  4. Cezar disse:

    Comentário do editor:

    Diler,
    Obrigado pela dica do site de denúncia, não conhecia.
    Cézar.

  5. EZAIR disse:

    salve, salve o Brasil onde os homens de bem inventam a chave da porta e o malandro a picareta para aromba-la,,,

  6. Cezar, gostaria de fazer uma observação sobre isso.
    Por causa da crise a questão segurança agora está voltando a estampar jornais e revistas.
    A blindagem tem uma regulamentação. Hoje a denúncia sim ajuda, mas o que temos que apontar é a vida dos passageiros.
    Só gostaria de acrescentar que o cliente tem o direito estabelecido de pedir todas as verificações que desejar antes de fechar o negócio.
    Quem regulamenta isso é o Exército Brasileiro.

    Abraço

  7. Para ter um carro blindado, por onde devo começar?
    Se sua ideia é adquirir um automóvel zero-quilômetro para mandar blindar, é preciso escolher a blindadora com muito cuidado e essa deve ser associada a (Abrablin) e ou também a (ABNT). Uma vez com indicações nas mãos, pesquise a documentação específica do estabelecimento – se ele tem certificações no exército, alvarás, vistorias da Polícia civil e o levante o CNPJ também. Deve atentar-se para quais tipos de materiais são utilizados na blindagem, se eles são testados e aprovados pelo exército e se os fornecedores fabricantes estão autorizados para tanto, Observando as comprovações com (RETEX e TR) dos mesmos.

    Apenas com todas as formalidades cumpridas à risca você poderá, ao final do processo, obter o certificado de registro e fazer seguro do seu veículo. Se no momento em que você pedir algum desses documentos e o vendedor começar com um “veja bem…”, é um mau sinal.

    Uma vez verificada a documentação, vale a pena visitar as blindadoras pré-selecionadas. Mas não se contente e nem se impressione com o showroom. Exija uma visita à oficina (Fábrica). Peças espalhadas pelo chão e funcionários de bermuda, calça jeans ou chinelos são um péssimo sinal, mas também não se impressione com oficinas (Fábricas) faraônicas, pois muita gente compra gato por lebre e fica feliz, achando que fez o melhor negócio do mundo.

    Posso visitar a oficina para saber como meu carro está sendo blindado?
    Não só pode, como deve. Transparência faz parte do processo. Converse com o responsável, questione sobre a procedência e a marca dos materiais empregados (painéis balísticos, vidros, aço, etc…). Ao fechar o negócio, peça para incluir em contrato as especificações desses materiais e as marcas, também a permissão de visitas periódicas para ver a montagem do veículo verificando assim, se os materiais especificados, estão realmente sendo aplicados.

    Quanto pesa uma blindagem? É verdade que faz muita diferença no desempenho do carro?
    Uma blindagem pesa em média 200 kg, mas para ter certeza do peso, peça sempre às especificações técnicas dos materiais aplicados e suas quantidades, com isso você terá a certeza do peso. Dependendo da motorização do veículo, o peso excessivo faz muita diferença no consumo e desgaste das partes mecânicas, gerando um índice maior de manutenção.

    Dos vários níveis de blindagem que existe, qual é o recomendado para mim?
    O nível mais utilizado no mercado é o nível 3A. É o que suporta em geral todos os disparos efetuados por armas de mão – ou seja, dificilmente será necessário mais do que isso em uma situação normal de violência urbana. Há outros níveis menores, mas a relação custo-benefício não compensa. O nível 2A, por exemplo, até oferece uma segurança satisfatória, mas a diferença de preço é muito pequena e o veículo perde muito mais depois, no valor de revenda. Esse nível mais baixo é arriscado em caso de ataque intensivo, com tiros muito próximos um do outro. A economia que se faz não vale o risco.

    Qual é a garantia que as blindadoras geralmente dão à blindagem e aos vidros?
    A garantia padrão é de três anos. Em alguns casos, como o da Steel Blindagens, essa garantia pode ser estendida por até 05 (cinco) anos. No momento em que o carro é entregue, o cliente recebe da blindadora toda a documentação legal, além de um manual, que é uma espécie de livreto de garantia que traz desde informações técnicas da blindagem até instruções para a utilização do veículo blindado.

    No que consiste a blindagem de um veículo?
    Resumidamente, em proteger o automóvel nas grandes extensões opacas, transparentes e cuidar para que haja intersecções nesses espaços, com proteção de “overlaps” que garantam que nenhum disparo vá atingir os ocupantes do habitáculo.

    Na parte opaca, a proteção é feita por painéis balísticos (que tem como nomes comerciais Kevlar ou Twaron), que devem ser os totalmente vulcanizados com neoprene, a prova d’agua. Nas transparentes os vidros, que por sua vez é um composto de polímeros, policarbonato e vidros, que variam de espessuras, de acordo com seus níveis de proteção, enquanto os “overlaps” são de aço de 3,0mm.

    Fala-se muito em “overlaps” como sendo apenas no espaço entre portas e carroceria, mas é muito mais do que isso. Ele se refere a qualquer sobreposição, qualquer emenda, seja nos vidros das portas, nos fixos, no teto ou mesmo por dentro, entre as proteções dos painéis balísticos.

    O aço que é aplicado deve também ser de uma especificação técnica e balística, como o 304L de 3,0mm que tem uma alta concentração de CrNi, proporcionando uma maior elasticidade e proteção juntamente com o aço balístico sueco, o Domex Protect 500 e que devem ser aplicados somente com buchas de “Rivkle”. (buchas especiais antioxidantes), fixadas no gabarito com rosca interna para fixação de parafusos de aço sem deixá-los em contato com a lataria, evitando assim, o espanamento precoce das fixações.

    A blindagem padrão sempre deve incluir no pacote sirene e cinta de rodas?
    São itens que se tornaram padrão na blindagem. Mas você pode optar por não ter esses itens, caso prefira.

    Quanto tempo demora um processo de blindagem?
    De 25 a 35 dias úteis. Caso queira ver seu automóvel sendo blindado, o ideal é visitar a blindadora exatamente na metade do processo, mais ou menos em 15 dias úteis.

    Como identifico uma blindagem bem-feita?
    Para começar, não deixe para examiná-la ao final do processo. O que não faltam no mercado são casos em que o acabamento é perfeito, mas com utilização de materiais de blindagem que deixam muito a desejar. Bons acabamentos podem camuflar blindagens ruins.

    Pode parecer estranho ver seu carro todo desmontado. Mas vai valer à pena e lhe proporcionará maior segurança, saber como a blindadora aplica os materiais balísticos.

    Um automóvel blindado fica mais, ou menos seguro em caso de colisão?
    Em tese, fica mais seguro. Mas não existem testes conclusivos para validar essa hipótese. A segurança maior é proporcionada pela preservação das regiões de deformação do veículo (o que uma boa blindagem mantém) e pelo reforço no cockpit.

    Que cuidados devo ter para conservar a blindagem, em especial os vidros?
    O tempo não costuma comprometer a blindagem em sua área opaca, desde que os painéis balísticos sejam totalmente vulcanizados e a prova d’agua. Mas, no caso dos vidros, é preciso tomar cuidado em relação à conservação. Eles não devem ser limpos por dentro com derivados de petróleo, pois esse tipo de material pode estragá-los.

    Podem ocorrer ainda trincas nos vidros, causadas por alguns fatores: impacto (de uma pedra, por exemplo), bater a porta para o fechamento, com os vidros abaixados, choque térmico (levar a um lava - rápido um veículo exposto muito tempo ao sol) e torção na carroceria (é preciso ter cuidado com lombadas e valetas). Com o tempo, o vidro também delamina (aparecem bolhas de ar esbranquiçadas). Se isso começar a ocorrer, vale levar à blindadora para verificar se não houve perda de eficácia na blindagem.

    É melhor blindar um carro novo, ou já adquirir um veículo usado blindado?
    A resposta depende da condição econômica. Se você estiver se apertando demais para adquirir um blindado okm, deve pesquisar no mercado de seminovos, pois há excelentes opções, com relação ao custo-benefício e bastante interessantes. Essa situação só é complicada, quando optar por um veículo usado, pois você não terá a possibilidade de escolher os materiais aplicados e ter que acabar confiando no vendedor e para isso, antes da compra você deverá solicitar ao vendedor primeiro que a documentação do veículo já esteja totalmente regularizada, conforme as leis vigentes e segundo, que seja realizado um laudo técnico da blindagem que já existe no veículo, por uma empresa especializada e só assim você saberá se estará realmente protegido.

    Procure comprar um modelo com câmbio automático, que não traz o risco de o carro morrer em uma fuga. Os vidros elétricos têm de ser testados cuidadosamente, pois como os vidros são mais pesados, eles podem ter parado de funcionar. Veja nas películas dos vidros, se tem algum descascado, manchas ou bolhas. Trincas não podem passar de um centímetro e as travas devem funcionar perfeitamente.
    A suspensão de um carro blindado sempre sofre mais que a de um carro normal, pois a blindagem chega a pesar 230 quilos. Veja se tanto os amortecedores e molas quanto o sistema de freios estão bem. Uma pessoa que anda de carro blindado quer os vidros fechados o tempo todo. Então o ar-condicionado também tem de estar funcionando corretamente.

    Dê preferência para os carros blindados que tenham aros metálicos dentro dos pneus, para poder rodar bastante mesmo com eles furados. Veja se o carro tem uma tira de aço que fica no vão entre a porta e o batente ou nos quadros das portas. Essa tira é chamada de” overlap ou frame”, muito importante na proteção balística.

    Como o carro é todo desmontado para a blindagem, pode haver peças de acabamento soltas. Um test-drive pode denunciar ruídos de peças mal colocadas. Confira se as borrachas de vedação estão perfeitas, para evitar futuras infiltrações.

    Como devo proceder com a documentação do veículo blindado?
    Entenda os documentos obrigatórios das blindadoras: Não basta que a empresa blindadora tenha o CR (Certificado de Registro) no Exército, sem o qual a blindadora não pode atuar no segmento. A empresa precisa ter Alvará da Polícia civil o D.P.C. e uma autorização específica para cada veículo a ser blindado. Esse requerimento deve ser feito em formulário próprio e enviado à Região Militar (R.M.) em que a blindadora está registrada. Esse procedimento visa evitar que carros blindados sejam utilizados por pessoas não idôneas.

    Para blindar um carro, é necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência, CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo), certidões negativas criminais da Justiça Federal, Estadual e Militar dos últimos cinco anos, e Atestado de Antecedentes Criminais, emitido pela Polícia Civil do Estado. Se o carro for de empresa, também será preciso apresentar CNPJ e Certidão de Antecedentes dos distribuidores da Justiça Federal, Estadual e Militar de cada um dos sócios administradores ou gerentes, das Comarcas onde tenham sido domiciliados nos últimos cinco anos.

    A Região Militar autoriza a blindagem do veículo e faz seu cadastramento no sistema de controle do Exército. A DFPC (Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados) então repassa os dados cadastrais ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), em Brasília, que faz o registro junto aos órgãos estaduais de trânsito. Uma cópia do Termo de Responsabilidade da blindadora, com requerimento do proprietário, mais cópias da autorização de blindagem e do certificado de licenciamento, serão enviadas à Região Militar, que emitirá uma autorização com todos os dados do veículo e proprietário e depois, com a legislação de transito o documento do veículo, deverá ser vistoriado pelo INMETRO e a sua documentação retificada, constando no corpo do documento do veículo a observação de veículo blindado e isso serve para os veículos Usados e OKM.

  8. Augusto disse:

    Prezados Senhores,

    A Associação Brasileira de Blindagens (ABRABLIN/ANDB) – considerando o conhecimento que obteve do projeto “Sistema de Blindagem” Dupont Armura” vem, por meio desta, manifestar sua preocupação quanto a implementação do mesmo, pois esta poderá oferecer sérios riscos ao mercado de blindagem no Brasil.

    Assim, com a autoridade que esta Associação possui – em função de seu trabalho, conhecimento e dedicação ao mercado de produtos e serviços de blindagem destinados à proteção da integridade física e patrimonial da coletividade – e não desejando ser omissa ou conivente com qualquer ação que possa ameaçar a segurança dos usuários e a perenidade do mercado de produtos de proteção blindados, explicita abaixo, suas considerações sobre os principais pontos preocupantes deste Projeto.

    Nas apresentações e publicidades que estão sendo realizadas, a Dupont dá a entender que desenvolveu um projeto inovador, com “solução tecnológica revolucionária”, e que, com isto, pode oferecer uma proteção mais leve, mais barata e que protege o usuário contra 97% das ameaças.

    É importante que fique bem claro e esclarecido que, na verdade, o que a DuPont está oferecendo com este projeto “Armura” é uma proteção balística do Nível 1 (Norma ABNT NBR 15000), que:

    1) não tem nada de inovação tecnológica, pois de longa data esta blindagem é perfeitamente conhecida do mercado;

    2) ela é mais leve apenas pelo simples fato de proteger muito menos (são três níveis de proteção de diferença) que a blindagem balística Nível III-A, usada atualmente nas grandes metrópoles;

    3) oferece proteção apenas contra agressões realizadas por armas de calibres .22 e .38, em condições bastante específicas de munição (ponta de chumbo);

    4) é uma inverdade ameaçadora e até certo ponto irresponsável informar ao usuário que ele está protegido contra 97% das ameaças; primeiro, por estar baseada em informação, no mínimo, de credibilidade discutível; e, em segundo lugar, porque é sábido deste mercado que a as ameaças ocorrem, em sua maioria, com armas de calibres superiores ao .22 e .38;

    5) a assertiva acima tem como base as pesquisas realizadas entre as empresas blindadoras avaliadas por esta Associação, que demonstram que aproximadamente 70% dos atentados a veículos de passeio blindados ocorreram com armas de calibres superiores ao .38.

    Considere-se ainda, pela sua extrema importância, que, mesmo que fosse explicado corretamente aos usuários as reais condições de proteção dessa blindagem, ela ainda assim seria totalmente inadequada, uma vez que não cabe ao usuário – quando confrontado com a arma que o ameaça – observar, analisar e constatar se a mesma é de um calibre inferior ao . 22 e .38 (Ponta de Chumbo).

    Portanto, é de fácil compreensão que qualquer agressão com armas de calibres superiores ao especificado pelo Nível I acarretaria perfurações a esta blindagem, podendo incorrer até mesmo na morte do seu ocupante. O que seria extremamente lamentável e prejudicaria de modo irreversível a indústria de blindagem brasileira como um todo.

    A Associação Brasileira de Blindagem entende que, com estes esclarecimentos, está cumprindo seu papel junto ao mercado e a sociedade em geral. E espera que os Senhores Concessionários, após conhecê-los, possam tomar com responsabilidade e sabedoria suas decisões sobre participar ou não, da implementação do referido projeto.

    Sem mais, agradecemos a atenção de V.S. e informamos que outras considerações sobre o assunto encontram-se a disposição de todos, no “site” desta Associação ou pelo “email” abrablin@abrablin.com.br.

  9. Mauro disse:

    Olá,

    Na qualidade de cliente, fico surpreso com o descaso na execução do serviço de blindagem de uma empresa como a Avallon. Imaginei que, credenciada por várias montadoras, a Avallon Blinagens “Especiais”cia seria uma empresa que investisse em qualidade e em atendimento. Entretanto, o que percebi, foi uma empresa extremamente preocupada em “receber” mas não em “atender”. Seu departamento financeiro trabalha muito bem. Acredito que talvez fosse o momento de seus proprietários abrirem um banco e fecharem a blindadora.
    Deixei meu veículo, um Hyundai I30 zero quilometro,(que adquiri para Minha esposa e minha mãe a Sra Maria Ap Fernandes Barbato,na qual efetuei o contrato em nome dela ) para blindar em 05/09/2011. Depois de passar por várias situações desagradáveis junto ao vendedor Waldir, fui hoje, finalmente, retirara-lo. QUE DECEPÇÃO! A quantidade de detalhes é tão grande que relatá-las aqui deixaria este email enorme. O que realmente é preocupante é que a Avallon, tem o aval da Hyundai para blindar seus carros. Aí eu pergunto: Com quem eu devo me preocupar mais, com a Avallon que deixou meu carro novo com uma série de defeitos ou com a Hyundai que compactua com esta situação?
    Vou destacar abaixo alguns ítens com os quais me deparei ao ir retirar meu veículo. Evidentemente, não o retirei da blindadora e informei ao vendedor que quero o veículo arrumado e em perfeito estado como, aliás, ele deveria estar.

    1. Vidro traseiro desalinhado e mal acabado.

    2. Tampa traseira desalinhada

    3. Ondulação no acabamento do teto (interno)

    4. Vidro vigia traseiro desalinhado

    5. Vidro do motorista todo torno,fora de alinhamento.

    6. Todos os vidros estão fora de padrão e deverão ser substituidos(uma “pequena” falha)

    7. Fechadura da porta do motorista com defeito, etc

    Os detalhes são tão visíveis que é estranho não ter recebido uma ligação de alguém da blindadora informando que o veículo não ficaria pronto. Poderiam dizer que estava em fase de acabamento. Sem dúvida ficaria frustrado em não poder retira-lo hoje porém, bem menos do que ir até a Avallon e passar por esta decepção.
    Acho até vergonhoso para a própria empresa tentar liberar um veículo nestas condições. Será que eles imaginaram que passaria despercebido? Que o cliente não repararia em detalhes tão visíveis e grotescos?
    O pior é que, para continuar com a garantia que a montadora oferece, fui obrigado a blinda-lo na Avallon(Daí a minha preocupação com a Hyundai).
    Certamente haverá muito desgaste até que o veículo saia da blindadora como de fato deveria ter saído. Não tenho certeza de que a Avallon tenha capacidade de solucionar os problemas com a devida qualidade, até porque qualidade, não me parece ser uma palavra que faça parte do modo de operação desta empresa.
    A partir deste momento, o Sr. Waldir Santos que na hora da venda foi extremamente prestativo, transferiu a solução dos problemas para assistência técnica entendendo que sua responsabilidade terminou na efetivação da venda da blindagem.
    No início deste email disse que a Avallon deveria transferir suas atividades para área financeira onde são bastante eficientes. Pois bem, tenho um cheque que deve ser pago na próxima segunda feira(07/11/2011) e, diante dos problemas acima citados, fui verificar a possibilidade de prorrogar este pagamento até a solução dos problemas. A resposta da Avallon é que tenho um contrato com a blindadora e, desta forma, os pagamentos deverão ocorrer conforme o programado. Entendo. Apenas para meu entendimento: A entrega do veículo em perfeitas condições de uso não deveria participar da mesma regra? Ou seja, o pagamento tem prazo porém, a entrega do veículo não?(Instituição financeira Avallon S/A)
    A assistência técnica da Avallon, que compactua com o mesmo sistema de qualidade dos demais departamentos da empresa(exceto o departamento financeiro), não tem previsão para solução dos problemas. Assim, eu devo aguardar, pagar por um serviço não executado e continuar a arriscar-me utilizando um veículo não blindado enquanto aguardo os reparos no meu, graças a inoperância, incompetência e inconseqüência da AVALLON BLINDAGENS “ESPECIAIS”……..
    Senhores, pensem bem antes de blindarem seus veículos. Procurem por empresas sérias, preparadas, com profissionais treinados e competentes em suas áreas e atuação. Nesse sentido, afastem-se da Avallon pois terão, com certeza, decepções como eu.
    Continuarei a informar a todos o andamento deste processo para que aqueles que estejam dispostos a blindar um veículo, não caiam na mesma armadilha que eu.

    Att

    Mauro

    http://www.reclameaqui.com.br/1915828/avallon-blindagens-especiais/descepcao-com-avallon-blindagens-quot-especiais-quot/

    Espalhe essa reclamação

  10. Dicas importantes !

    Para ter um carro blindado, por onde devo começar?
    Se sua ideia é adquirir um automóvel zero-quilômetro para mandar blindar, é preciso escolher a blindadora com muito cuidado e essa deve ser associada a (Abrablin) e ou também a (ABNT). Uma vez com indicações nas mãos, pesquise a documentação específica do estabelecimento – se ele tem certificações no exército, alvarás, vistorias da Polícia civil e o levante o CNPJ também. Deve atentar-se para quais tipos de materiais são utilizados na blindagem, se eles são testados e aprovados pelo exército e se os fornecedores fabricantes estão autorizados para tanto, Observando as comprovações com (RETEX e TR) dos mesmos.

    Apenas com todas as formalidades cumpridas à risca você poderá, ao final do processo, obter o certificado de registro e fazer seguro do seu veículo. Se no momento em que você pedir algum desses documentos e o vendedor começar com um “veja bem…”, é um mau sinal.

    Uma vez verificada a documentação, vale a pena visitar as blindadoras pré-selecionadas. Mas não se contente e nem se impressione com o showroom. Exija uma visita à oficina (Fábrica). Peças espalhadas pelo chão e funcionários de bermuda, calça jeans ou chinelos são um péssimo sinal, mas também não se impressione com oficinas (Fábricas) faraônicas, pois muita gente compra gato por lebre e fica feliz, achando que fez o melhor negócio do mundo.

    Posso visitar a oficina para saber como meu carro está sendo blindado?
    Não só pode, como deve. Transparência faz parte do processo. Converse com o responsável, questione sobre a procedência e a marca dos materiais empregados (painéis balísticos, vidros, aço, etc…). Ao fechar o negócio, peça para incluir em contrato as especificações desses materiais e as marcas, também a permissão de visitas periódicas para ver a montagem do veículo verificando assim, se os materiais especificados, estão realmente sendo aplicados.

    Quanto pesa uma blindagem? É verdade que faz muita diferença no desempenho do carro?
    Uma blindagem pesa em média 200 kg, mas para ter certeza do peso, peça sempre às especificações técnicas dos materiais aplicados e suas quantidades, com isso você terá a certeza do peso. Dependendo da motorização do veículo, o peso excessivo faz muita diferença no consumo e desgaste das partes mecânicas, gerando um índice maior de manutenção.

    Dos vários níveis de blindagem que existe, qual é o recomendado para mim?
    O nível mais utilizado no mercado é o nível 3A. É o que suporta em geral todos os disparos efetuados por armas de mão – ou seja, dificilmente será necessário mais do que isso em uma situação normal de violência urbana. Há outros níveis menores, mas a relação custo-benefício não compensa. O nível 2A, por exemplo, até oferece uma segurança satisfatória, mas a diferença de preço é muito pequena e o veículo perde muito mais depois, no valor de revenda. Esse nível mais baixo é arriscado em caso de ataque intensivo, com tiros muito próximos um do outro. A economia que se faz não vale o risco.

    Qual é a garantia que as blindadoras geralmente dão à blindagem e aos vidros?
    A garantia padrão é de três anos. Em alguns casos, como o da Steel Blindagens, essa garantia pode ser estendida por até 05 (cinco) anos. No momento em que o carro é entregue, o cliente recebe da blindadora toda a documentação legal, além de um manual, que é uma espécie de livreto de garantia que traz desde informações técnicas da blindagem até instruções para a utilização do veículo blindado.

    No que consiste a blindagem de um veículo?
    Resumidamente, em proteger o automóvel nas grandes extensões opacas, transparentes e cuidar para que haja intersecções nesses espaços, com proteção de “overlaps” que garantam que nenhum disparo vá atingir os ocupantes do habitáculo.

    Na parte opaca, a proteção é feita por painéis balísticos (que tem como nomes comerciais Kevlar ou Twaron), que devem ser os totalmente vulcanizados com neoprene, a prova d’agua. Nas transparentes os vidros, que por sua vez é um composto de polímeros, policarbonato e vidros, que variam de espessuras, de acordo com seus níveis de proteção, enquanto os “overlaps” são de aço de 3,0mm.

    Fala-se muito em “overlaps” como sendo apenas no espaço entre portas e carroceria, mas é muito mais do que isso. Ele se refere a qualquer sobreposição, qualquer emenda, seja nos vidros das portas, nos fixos, no teto ou mesmo por dentro, entre as proteções dos painéis balísticos.

    O aço que é aplicado deve também ser de uma especificação técnica e balística, como o 304L de 3,0mm que tem uma alta concentração de CrNi, proporcionando uma maior elasticidade e proteção juntamente com o aço balístico sueco, o Domex Protect 500 e que devem ser aplicados somente com buchas de “Rivkle”. (buchas especiais antioxidantes), fixadas no gabarito com rosca interna para fixação de parafusos de aço sem deixá-los em contato com a lataria, evitando assim, o espanamento precoce das fixações.

    A blindagem padrão sempre deve incluir no pacote sirene e cinta de rodas?
    São itens que se tornaram padrão na blindagem. Mas você pode optar por não ter esses itens, caso prefira.

    Quanto tempo demora um processo de blindagem?
    De 25 a 35 dias úteis. Caso queira ver seu automóvel sendo blindado, o ideal é visitar a blindadora exatamente na metade do processo, mais ou menos em 15 dias úteis.

    Como comprar um veículo blindado usado ?
    Brasil tem hoje a terceira frota de carros blindados do mundo, atrás de Colômbia e México, segundo fontes do mercado. Diante da popularização da blindagem e da quantidade de veículos nas ruas, acaba se tornando mais fácil encontrar modelos usados para a venda.

    Mas quem tem a intenção de comprar um veículo nessas condições deve ficar atento a alguns possíveis desgastes e problemas que o veículo possa ter, para que o negócio não vire sinônimo de prejuízo.

    Na maioria dos casos, o comprador não tem a mínima ideia do que está “por baixo dos acabamentos” do veículo e nem o quanto irá gastar em manutenção, documentação, etc.

    Antes da compra, vale a pena pedir para o vendedor enviar o veículo para um check-up geral da blindagem e a Steel Blindagens, faz esse trabalho sem custos e só assim você saberá se está realmente protegido, pois será verificadas as partes internas, onde você não vê.

    Primeiramente, verifique se o veículo está com a documentação regularizada no Exército e DETRAN, onde deverá constar no DUT que o veículo é blindado e também deverá ter a documentação da blindadora que fez a blindagem. Só assim você poderá começar a sua compra, pois sem essa documentação, as seguradoras não fazem o seguro e para regularizar depois fica muito caro e trabalhoso.

    Observe os vidros: eles não podem apresentar bolhas distorções ou trincas - o que reduz a capacidade de absorção aos tiros.

    Verifique o estado dos amortecedores e freios, pois devido ao peso excessivo do carro após a blindagem, esses itens sofrem maior desgaste.

    Confira o nível de proteção da blindagem, o nível 3A é o mais comum no Brasil, sendo seguro para armas de mão até Magnun 44.

    Os aros metálicos internos dos pneus devem estar em perfeito estado, garantindo assim 15 quilômetros de rodagem, caso os pneus fiquem vazios, verifique se tem as “Cintas”

    Olhe com cuidado os vidros elétricos: o peso extra pode prejudicar a abertura e fechamento, veja se sobem com facilidade e se a abertura não é parcial, pois irá criar dificuldades em pedágios e outras cancelas.

    Porta raspando no assoalho ou colunas é sinal de desalinhamento.

    Verifique se frisos, borrachas e vidros estão alinhados.

    Ao fazer o test-drive, cheque se o carro pende para os lados, se o volante trepida ou se há algum ruído suspeito.

    Por fim, caso seja possível, opte por um modelo automático porque, em uma fuga, não existe o risco de o motor morrer.

    Na dúvida, leve o carro para a Steel Blindagens, que verificamos todos esses itens, sem custo.

    Como fazer a manutenção do meu veículo blindado ?
    Primeiro, procure sempre uma empresa especializada e certificada pelos órgãos do governo, para fazer esse tipo de manutenção. A Steel Blindagens é certificada e faz orçamentos na hora e facilita o pagamento.

    Verifique se as instalações da empresa são adequadas e peça para ver os veículos que estão em manutenção no local.

    Acompanhe a confecção do orçamento e questione cada item orçado.

    Cuidado com empresas que sugerem para que você retire a camada de policarbonato dos vidros, para eliminar as bolhas, e dizendo que você vai economizar com isso. Essa camada é que faz a proteção balística do vidro e sem ela, o vidro perde a sua capacidade de absorção de tiros e você correrá risco de vida, no caso de um ataque.

    A Steel Blindagens faz um check-up geral na blindagem do veículo, sem custo e analisando internamente, o que é necessário reparar, pois alguns veículos não tem overlaps de fechadura, barras e maçanetas, comprometendo a segurança.

    Como identifico uma blindagem bem-feita?
    Para começar, não deixe para examiná-la ao final do processo. O que não faltam no mercado são casos em que o acabamento é perfeito, mas com utilização de materiais de blindagem que deixam muito a desejar. Bons acabamentos podem camuflar blindagens ruins.

    Pode parecer estranho ver seu carro todo desmontado. Mas vai valer à pena e lhe proporcionará maior segurança, saber como a blindadora aplica os materiais balísticos.

    O que é Overlap’s?
    Se você está comprando seu primeiro veículo blindado, já ouviu ou vai ouvir este termo várias vezes. Se não ouvir, deveria ficar desconfiado com o vendedor, pois o OVERLAP ajuda a salvar vidas.

    Conforme a própria tradução da palavra, o OVERLAP é a sobreposição de materiais para eliminação de pontos vulneráveis (também chamados de “gaps”) na blindagem.

    Resumindo, o “overlap”, tem a finalidade de impedir “gaps” nas intersecções de vidro-carroceria e portas-carroceria, lanternas, base dos retrovisores e ainda nas passagens de cabos, dobradiças, fechaduras, luminárias e outros furos de passagem.

    Como identificar a blindagem com “Overlap’s” ?
    Mesmo não sendo um “expert” em blindagens, você pode conseguir visualizar o “overlap” nas portas, na tampa traseira (hatches, peruas e utilitários) e vidros fixos. Nos outros pontos da carroceria (fechaduras, lanternas, etc.), somente removendo a forração interna do veículo para poder visualizar o “overlap”.

    Um automóvel blindado fica mais, ou menos seguro em caso de colisão?
    Em tese, fica mais seguro. Mas não existem testes conclusivos para validar essa hipótese. A segurança maior é proporcionada pela preservação das regiões de deformação do veículo (o que uma boa blindagem mantém) e pelo reforço no cockpit.

    Que cuidados devo ter para conservar a blindagem, em especial os vidros?
    O tempo não costuma comprometer a blindagem em sua área opaca, desde que os painéis balísticos sejam totalmente vulcanizados e a prova d’agua. Mas, no caso dos vidros, é preciso tomar cuidado em relação à conservação. Eles não devem ser limpos por dentro com derivados de petróleo, pois esse tipo de material pode estragá-los.

    Podem ocorrer ainda trincas nos vidros, causadas por alguns fatores: impacto (de uma pedra, por exemplo), bater a porta para o fechamento, com os vidros abaixados, choque térmico (levar a um lava - rápido um veículo exposto muito tempo ao sol) e torção na carroceria (é preciso ter cuidado com lombadas e valetas). Com o tempo, o vidro também delamina (aparecem bolhas de ar esbranquiçadas). Se isso começar a ocorrer, vale levar à blindadora para verificar se não houve perda de eficácia na blindagem.

    É melhor blindar um carro novo, ou já adquirir um veículo usado blindado?
    A resposta depende da condição econômica. Se você estiver se apertando demais para adquirir um blindado okm, deve pesquisar no mercado de seminovos, pois há excelentes opções, com relação ao custo-benefício e bastante interessantes. Essa situação só é complicada, quando optar por um veículo usado, pois você não terá a possibilidade de escolher os materiais aplicados e ter que acabar confiando no vendedor e para isso, antes da compra você deverá solicitar ao vendedor primeiro que a documentação do veículo já esteja totalmente regularizada, conforme as leis vigentes e segundo, que seja realizado um laudo técnico da blindagem que já existe no veículo, por uma empresa especializada e só assim você saberá se estará realmente protegido.

    Procure comprar um modelo com câmbio automático, que não traz o risco de o carro morrer em uma fuga. Os vidros elétricos têm de ser testados cuidadosamente, pois como os vidros são mais pesados, eles podem ter parado de funcionar. Veja nas películas dos vidros, se tem algum descascado, manchas ou bolhas. Trincas não podem passar de um centímetro e as travas devem funcionar perfeitamente.
    A suspensão de um carro blindado sempre sofre mais que a de um carro normal, pois a blindagem chega a pesar 230 quilos. Veja se tanto os amortecedores e molas quanto o sistema de freios estão bem. Uma pessoa que anda de carro blindado quer os vidros fechados o tempo todo. Então o ar-condicionado também tem de estar funcionando corretamente.

    Dê preferência para os carros blindados que tenham aros metálicos dentro dos pneus, para poder rodar bastante mesmo com eles furados. Veja se o carro tem uma tira de aço que fica no vão entre a porta e o batente ou nos quadros das portas. Essa tira é chamada de” overlap ou frame”, muito importante na proteção balística.

    Como o carro é todo desmontado para a blindagem, pode haver peças de acabamento soltas. Um test-drive pode denunciar ruídos de peças mal colocadas. Confira se as borrachas de vedação estão perfeitas, para evitar futuras infiltrações.

    Como devo proceder com a documentação do veículo blindado?
    Entenda os documentos obrigatórios das blindadoras: Não basta que a empresa blindadora tenha o CR (Certificado de Registro) no Exército, sem o qual a blindadora não pode atuar no segmento. A empresa precisa ter Alvará da Polícia civil o D.P.C. e uma autorização específica para cada veículo a ser blindado. Esse requerimento deve ser feito em formulário próprio e enviado à Região Militar (R.M.) em que a blindadora está registrada. Esse procedimento visa evitar que carros blindados sejam utilizados por pessoas não idôneas.

    Para blindar um carro, é necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência, CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo), certidões negativas criminais da Justiça Federal, Estadual e Militar dos últimos cinco anos, e Atestado de Antecedentes Criminais, emitido pela Polícia Civil do Estado. Se o carro for de empresa, também será preciso apresentar CNPJ e Certidão de Antecedentes dos distribuidores da Justiça Federal, Estadual e Militar de cada um dos sócios administradores ou gerentes, das Comarcas onde tenham sido domiciliados nos últimos cinco anos.

    A Região Militar autoriza a blindagem do veículo e faz seu cadastramento no sistema de controle do Exército. A DFPC (Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados) então repassa os dados cadastrais ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), em Brasília, que faz o registro junto aos órgãos estaduais de trânsito. Uma cópia do Termo de Responsabilidade da blindadora, com requerimento do proprietário, mais cópias da autorização de blindagem e do certificado de licenciamento, serão enviadas à Região Militar, que emitirá uma autorização com todos os dados do veículo e proprietário e depois, com a legislação de transito o documento do veículo, deverá ser vistoriado pelo INMETRO e a sua documentação retificada, constando no corpo do documento do veículo a observação de veículo blindado e isso serve para os veículos Usados e OKM.

    O que é delaminação em vidros blindados?
    É o processo de separação (descolamento) entre as lâminas de vidro e de policarbonato, que constituem o pacote balístico de um vidro blindado.

    Quais são as causas da delaminação?
    O pacote balístico de um vidro blindado é formado por materiais diferentes e, consequentemente, propriedades físicas diferentes (índice de dilatação, absorção ao calor, etc.). A continuada exposição ao calor e umidade e o contato direto com os adesivos utilizados na instalação do vidro contribuem para o processo de delaminação.

    Por tanto, não deixe o veículo exposto ao sol com muita frequência.

    Todo vidro blindado laminado (independentemente de fabricante, origem, material utilizado, etc.) irá entrar em processo de delaminação com o passar do tempo.

    A delaminação afeta a proteção balística?
    O vidro blindado delaminado tem seu nível de proteção original reduzido.

    Testes têm demonstrado que, geralmente, o vidro blindado delaminado resiste bem ao impacto do primeiro disparo, entretanto perde significativamente a capacidade de proteção nos impactos subsequentes.

    Como é o processo de recuperação de um vidro delaminado?
    Após a remoção cuidadosa do vidro, o mesmo é colocado em uma autoclave (espécie de cilindro de pressão) e submetido à alta pressão e temperatura por um determinado período. Este processo é semelhante a uma das etapas de produção do vidro original. Por isso, o denominamos de re-autoclavagem.

    Há riscos da peça se danificar ou quebrar durante a re-autoclavagem?
    Sim. O processo de re-autoclavagem, por sua própria natureza, pode provocar trincas nas peças, independente da mão-de-obra utilizada. Além disso, dependendo da qualidade do vidro original ou do processo de laminação original, também podem ocorrer distorções óticas, manchas e deformação da película protetora interna (anti-estilhaço) no vidro a ser recuperado.

    Ventosas de aparelhos de GPS, prejudicam o vidro blindado ?
    Para quem não sabe, as ventosas dos aparelhos GPS são um problema sério para a conservação dos vidros blindados. O uso constante destas ventosas nos pára-brisas blindados provocam delaminações e, consequentemente, trincas na área onde foram instaladas. Há casos de clientes cujo para-brisa teve a camada de policarbonato trincada em menos de 2 anos e acabaram perdendo a garantia do vidro (imaginem a frustração…). A recomendação é que o aparelho de GPS seja instalado no painel do veículo.

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