Um ano de lei seca, o que mudou?

Como já mencionamos em outro post, a lei seca comemorará seu aniversário de um ano neste mês de junho. Se no começo pairava um grande temor de ser pego em “blitzs”, hoje em dia poucos acreditam que isto pode acontecer.

Será que ela surtiu efeito? Segundo levantamento feito pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), não. Dados mostram que aumentou o número total de acidentes de carro e de feridos nas rodovias federais do país, mesmo com a fiscalização mais rigorosa.

Entre os dias 20 de junho de 2008, quando a lei 11.705 entrou em vigor, e 16 de junho de 2009, foram 138.226 acidentes, contra 127.683 no mesmo período do biênio 2007-2008. Os feridos foram de 76.056 no períodoleiseca1 anterior para 79.269 após a lei.

Enquanto o número de acidentes aumentou, diminuiu o índice de pessoas que se recusaram a fazer o teste do bafômetro: caiu de 18% no primeiro semestre de aplicação da lei para 13% no segundo. Nos primeiros seis meses de fiscalização, cerca de 40 mil motoristas sopraram o bafômetro. Em 2009, esse número subiu para 320 mil motoristas.

Segundo dados da PRF, há um aparelho em uso para cada 80 km de rodovias. No total, são 750 bafômetros espalhados pelo país.

A análise levou em consideração apenas as informações das capitais brasileiras.

Fonte: Uol

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10 comentários para “Um ano de lei seca, o que mudou?”

  1. Mudou, será que aconteceu isso de verdade, tivemos um exemplo de um deputado que dirigia sem carteira, alcoolizado e matou 2 jovens, o que esta errado?
    De que adianta lei se não são cumpridas.

  2. Paulo Peres disse:

    A fim de possibilitar uma melhor compreensão dos dados que são apresentados, gostaria de saber se, no período abrangido pelo estudo, houve aumento da frota de veículos automotivos e, em havendo, existe correspondência entre esse aumento e o aumento do número de acidentes. Gostaria, ainda, de saber se o número de acidentes informado expressa os acidentes em que algum dos envolvidos apresentava sintomas referentes a ingestão de bebida alcoólica, evitando uma manipulação de dados. Finalizando, apresento uma observação feita recentemente. Matriculei meu filho em determinada escola de formação de condutores (famosa auto-escola). Qual não foi minha surpresa ao verificar que o instrutor que veio acompanhar meu filho, cuja idade é de 19 anos, não deveria ter mais que 23 anos. Isso me chamou a atenção pois, de forma semelhante, ao renovar minha carteria de habilitação tive que fazer um curso de direção defensiva e o instrutor não tinha quaisquer noções do que, efetivamente, era dirigir defensivamente; posso afirmar essa condição pois por algum tempo ensinei condução automotiva no Exército e, naquela época, nós faziamos cursos no DETRAN da região para que pudessemos ensinar os nosso soldados. Resumindo, estamos enfatizando a velocidade, a ingestão de bebidas alcoólicas, a condição das estradas entre outras como causas de acidentes automotivos. Não seria hora de verificarmos as escolas de formação de condutores?

  3. J.C disse:

    Com relação a pergunta ” Um ano de lei seca, o que mudou?. A resposta é, nada. As policias do país são feitas para não funcionar (infelizmente). Principalmente quando se refere ao codigo de transito brasileiro, que é de uma época que apenas o rico possuía um veiculo auto-motor e por isso há tanta conivencia, o que não se contava é que as formas de aquisicao de um veiculo ficaria tão fácil e que grande parte da populacao adiquiriria esse bem, por isso é uma bagunça, falta fiscal para tanto carro, moto, é muita corrupcao, é muita carteirada, sendo que a lei deveria ser para todos. E o pior na minha opnião é essa classe média brasileira que não está afim de deveres, apenas de direitos, ou pior de privilégios. Pois dizem “E preciso de lei mais duras!” Então quando é o seu parente que está envolvido, seu amigo, então deve-se olhar por outro angulo, “não é bem assim doutor juiz”, “quebra essa seu puliça”. É a policia que deveria estar nas ruas mas que quando efetivamente o servico policial é posto em pratica vira excesso, abuso de autoridade, ” mas foi só um copinho” etc…
    A policia quando está perto incomoda, quando longe faz falta.

  4. Andrewo disse:

    Esses dados não podem ser reais; aqui no meu estado (SC) li no jornal que teve uma queda de 46% no n° de acidentes

  5. Mariana disse:

    Olá Andrewo,

    Os dados foram retirados da UOL, que por sua vez costumar utilizar fontes como Folha, Portal Abril, entre outros.
    Abs,
    Mariana Machado
    Equipe Dirigindo Seguro

  6. Andrewo disse:

    Bom, sei lá, as ja vi mta matéria que algumas revistas da Abril tentam polemizar.Mas o fato é que diminuiu e muito os acidentes aqui em sc.Antigamente o que mais tinha em capa de jornal era carro destroçado, agora raramente se vê notícia de um acidente de grande proporções.

  7. Rodrigo disse:

    Aqui no Rio de Janeiro há um projeto de fiscalização que tem dado certo.
    Acabo de colocar no meu blog um texto com dados que comprovam isso

  8. Mario disse:

    Graças a Deus nada!!!!
    Pois umaimposição incostitucional sem peso de lei não pode mudar nada em um pais democratico.

  9. Mario disse:

    Lamentavel essa ideia descriminatória de igualar os cidadões de bem que bebem socialmente, a irresponsaveis sem responsabilidade que matam por embriagues, dentro ou fora do transito.
    Se essa imposiçõao fosse uma lei, entraria com uma ação contra o estado por danos morais, e mobilizaria todas as vitimas dela, os que foram presos por embriagues sem estarem embriagados.

  10. gabriela disse:

    não gostei de nenhuma dessas respostas eu quero saber de um assunto,mais ninguém me responde….

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