
Todo ano, montadoras chamam inúmeros carros para recall pelos mais diversos motivos. E alguns carros que nem estão mais em linha. Alguns consumidores veem isso com olhares de desconfiança, pois acreditam que a empresa (seja qual for, já que recall não é exclusivo da indústria automobilística) pecou no controle de qualidade.
Pensando no ramo automotivo, é compreensível o número elevado de recalls, afinal um carro tem milhares de peças e vários sistemas que podem dar uma ampla variedade de problemas. E fatalmente dão.
Mas especialistas garantem que um recall mostra pró-atividade do fabricante e não descaso. Se antes se esperava por um posicionamento do governo para executar uma chamada de produtos, hoje as empresas buscam o governo (precisamente, o Ministério da Justiça) para convocar os consumidores que tenham um veículo com suspeita de falhas.
Há também os recalls de carros antigos, e outra vez uma mostra do interesse da montadora sobre seu produto. Se fosse simples negligência, seria melhor não fazer chamada alguma.
Acontece que esse tipo de ação é obrigatória. Assim como é de obrigação da empresa manter o consumidor informado e dar publicidade ao chamado.
O anúncio do recall é publicado em jornais e sites, mencionando o ano de fabricação e o ano-modelo dos veículos envolvidos, além da numeração dos chassis. Todos os proprietários são convidados a comparecer a oficinas autorizadas para checar a necessidade de reparo (muitas vezes as campanhas são preventivas).
O proprietário de “segunda mão” também deve comparecer, pois o chamado é sobre o produto em si. Vale lembrar que nenhum recall pode acarretar em qualquer gasto para o consumidor e não tem data de validade. A empresa só dá por encerrada a campanha de recall se 100% dos produtos forem verificados (acredite, isso nunca acontece).





