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Imprensa internacional expõe fragilidade do carro brasileiro

quarta-feira, 15 de maio de 2013

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Através de um texto reproduzido da agência AP (Associated Press), a imprensa internacional descobriu que o carro feito e vendido no Brasil é de baixa qualidade. A matéria expõe pontos muito curiosos e reitera algo que a NCap latina já havia mostrado: em termos de segurança e qualidade, o Brasil está uns 20 anos atrasados em relação ao primeiro mundo.

A repostagem assinada por Bradley Brooks tem um título forte: “Carros brasileiros são mortais”. Ele utiliza dados sobre acidentes de trânsito (apontando números do Ministério da Saúde como fonte) e os resultados da própria Latin NCap. A conclusão atingida não é novidade para nós: os carros fabricados aqui não atingem os requisitos mínimos de segurança internacional.

Mas não pense que se trata dos modelos produzidos e vendidos aqui. Trata-se das unidades e da qualidade. Por exemplo, um Ford Ka brasileiro recebeu uma estrela em segurança (nota mínima) segundo testes a NCap. O mesmo modelo fabricado na Europa recebeu, em 2008, quatro estrelas segundo a mesma instituição. O mesmíssimo caso do Renault Sandero e inúmeros exemplos.

A reportagem ainda que 9.059 ocupantes de carros (motoristas e/ou passageiros) morreram em acidentes de trânsito no Brasil em 2010. Nos Estados Unidos, no mesmo período e nas mesmas condições, o total de mortes chegou a 12.435. Porém o texto faz ressalva de que a frota circulante nos EUA era cinco vezes maior que a brasileira no período.

“Na verdade, os dois países seguem em direções opostas no que diz respeito às taxas de morte: os Estados Unidos registraram 40% menos mortes em acidentes de carro em 2010, na comparação com a década anterior. No Brasil, o número de mortos subiu 72%, de acordo com os últimos dados disponíveis [do Ministério da Saúde]“, relata Brooks em sua reportagem.

Os motivos? Segundo Brooks, a “tragédia nacional” (como ele mesmo nomeia em sua matéria) ocorre por “soldas mais fracas, itens de segurança escassos e materiais de qualidade inferior”.

Os principais responsáveis, obviamente, são os fabricantes. A repostagem da AP aponta o corte de custos como uma das principais justificativas para a baixa qualidade dos carros daqui. Mas a NCap discorda veementemente desse motivo.

O argumento da NCap é simples. Primeiro que a segurança não deve ser menos importante que o lucro. Segundo que o lucro dos fabricantes no Brasil é estratosférico. “As fabricantes obtêm até 10% de lucro sobre os carros fabricados no Brasil, bem mais em comparação aos 3% nos EUA e à média global de 5%, segundo a IHS Automotive, uma empresa de consultoria do setor automotivo”, afirma o próprio Brooks.

O diretor técnico da NCap latina e europeia, Alejandro Furas, afirmou que um jogo completo de airbags (para motoristas e passageiros) não custa nem R$150 para a montadora, mas é vendido como opcional de quase R$1.000. Apesar de uma questão de mercado, Furas afirma que a culpa jamais pode cair sobre o consumidor, que é vitima nesta situação.

“O consumidor brasileiro não está acostumado a comprar carro usando a segurança como critério, mas não se pode culpá-lo, uma vez que do modelo básico e pelado ao topo da gama, já equipado com itens de segurança, a diferença de valores pagos pode variar entre 25% e 30% (…) Mesmo na Europa, onde os preços são mais justos, o consumidor não cobra segurança, obrigação que é do governo e das autoridades do sistema viário. No Brasil, como o Governo não cuida disso e as montadoras são negligentes, o consumidor fica sem ação”, conclui o diretor.

Triste realidade.

Se quiser ler a matéria original (em inglês), clique aqui.

MINI lança campanha inteligente para conscientizar sobre o perigo de escrever SMS ao volante

quarta-feira, 8 de maio de 2013

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Esta é uma campanha que poderia muito bem ser aplicada no Brasil, mas a iniciativa partiu da MINI do México. A campanha, intitulada “palavras podem machucar”, atenta para o risco que é escrever mensagens de texto pelo celular enquanto dirige.

Pode parecer que não, mas no México estima-se que cerca de duas mil pessoas morrem mensalmente por consequência dessa mania. Isso sem contar os feridos, que chega a 750.000 mensais.

Para chocar e conscientizar, a campanha consiste em espalhar pelas ruas da Cidade do México letras de 2,5m “machucadas”, apresentando fraturas e sangramentos. Ainda foi criado um aplicativo para smartphones chamado The Word Blocker que, através do GPS do aparelho, identifica a velocidade que o motorista está e bloqueia o recebimento de SMS.

O remetente recebe uma notificação de que o destinatário está dirigindo e não pode ler agora. O app ainda possui um ranking que calcula quantos quilômetros o motorista percorreu sem mexer no celular. Campanha muito válida e importante que deveria ser aplicada aqui no Brasil.

Veja o vídeo abaixo para entender melhor:

Renault também se preocupa com segurança de quem está fora do carro

sexta-feira, 15 de março de 2013

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Ontem, apresentamos um sistema desenvolvido pela Volvo para detectar ciclistas e pedestres e, em risco de colisão, chegar até mesmo a parar o veículo automaticamente. A Renault apresentou também um sistema de segurança para quem está do lado de fora do carro.

Diferente da Volvo (e mais modesto, mas também muito eficaz), o sistema da Renault chama-se Z.E. Voice. É um sistema de sons externo que aumentam de frequência conforme aumenta a velocidade do carro e aproxima-se de algum pedestre. Com isso, mesmo distraído, o pedestre ouve o veículo chegando.

Mas não é incômodo o carro emitir um som initerruptamente? Bem, o sistema só funciona com o carro em movimento e sensores de proximidade o acionam. Além do mais, o dispositivo pode ser desligado (o que não é recomendado, afinal).

Por enquanto, esse sistema só estará presente no novo Renault ZOE (indisponível para o Brasil). O carro já recebeu nota máxima em segurança passiva (quando a segurança diz respeito aos pedestres, ciclistas e etc.) pelo conceituado órgão independente EuroNCAP.

Muito importante ver que as montadoras estão olhando não só para a segurança dos motoristas e passageiros, mas para o trânsito e a cidade como um todo. Só que isso não tira a responsabilidade do condutor, claro.

Volvo lança item de segurança inovador: detector de ciclistas e pedestres

quinta-feira, 14 de março de 2013

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A fama da Volvo se fez por conta de seus carros extremamente seguros. Sem inovando nesse quesito, a montadora sueca aposta em mais uma novidade que pode ser extremamente útil na cidade: o detector de ciclistas e pedestres.

Mostrando preocupação com quem está fora dos carros e soluções sempre inteligentes, o dispositivo funciona da seguinte forma: há um sensor de proximidade que detecta a distância do objeto adiante e uma câmera identifica o tipo. Se houver algum risco de colisão, o carro para sozinho! Genial!

O recurso equipará sete modelos da linha Volvo inicialmente. Em 2012 o Volvo V40 foi escolhido o carro mais seguro do ano. 2013 mal começou para a indústria, mas acho que sabemos de qual montadora virá (novamente) o carro vencedor nesse quesito.

Antipedrada: empresa americana cria capa de carro que protege do granizo

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

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A chuva de granizo (“chuva de gelo”, “chuva de pedrinha” e outros nomes simpáticos por aí) pode danificar a lataria do carro. Algumas vezes, de forma grave e quase irreversível.

Como nem sempre conseguimos prever uma chuva dessa a tempo de colocar o carro em algum lugar seguro e abrigado. Somando isso ao fato de que inúmeros americanos deixam os carros na rua quando estão em casa (muitas casas não contam com garagem), uma empresa estadunidense criou uma capa que protege desse incidente.

O produto é uma mistura de capa protetora com almofadas de ar. Ao comprar o tal do “Hail Protector”, o consumidor adquire um serviço que o alerta de potencias chuvas de granizo com 30 ou 60 minutos de antecedência.

Então é só inflar sua capa e seu carro ficará num “casulo” de ar. Dessa forma, as pedrinhas de gelo não atingirão a lataria. Segundo o fabricante, a capa aguenta até granizos do tamanho de uma bola de softball (quase uma bola de baseball).

O preço da capa antigranizo fica entre US$ 299 e US$ 399 (R$ 600 e R$ 800), dependendo do tamanho do veículo. Abaixo um vídeo a mostra inflando (25 vezes mais rápido que o real).

Gostou da ideia?